quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

À Mulher, esse SER ESPECIAL

Passei pelo blog da Lu Francesa:http://www.lufrancesa.com/blog/ e me deparei com este título:Magreza é virtude?
Comentá-lo não seria possível, resolvi transcreve-lo e acabei entre parentese e em letra vermelha, comentando não só a postagem como um cometário-desabafo que estava junto.
Assim passo a transcrever a matéria que extraí de lá:

“Vivemos sob a ditadura da magreza: ser magro hoje é tão importante quanto ser honesto. Mas a regra, claro, só vale para o sexo feminino. Será que um dia voltaremos a comer sem culpa?”

Por Leila Ferreira, para Marie Claire Brasil

Ontem comi doce de leite com queijo. Anteontem tomei sorvete. E, entre uma e outra sobremesa, temperei minha vida com duas fatias de bolo de coco. (Primeiro há que salientar que o que realmente apetece a uma pessoa saudável e que não tenha os descontroles de compulsões e coisas do gênero, não lhe faz mal, e o organismo com certeza vai absorver e processar devidamente. Não esqueçam somos, ou pelo menos fomos concebidos perfeitos, nos estragamos ou muitas vezes nos estragam na infância e adolescência mais por ignorância que por qualquer outra coisa.) Enquanto desfrutava do sabor maravilhoso do doce, do sorvete e do bolo, tentei me lembrar de como é comer o que existe de mais gostoso sem sentir culpa. Não consegui. ( Não sinta vc, como todos nós estamos aqui para a plenitude e isso inclui as coisas que nos dão prazer.Principalmente, como no caso que é um prazer sadio, vc não cometeu exageros.) Aquela felicidade plena, aquela sensação maravilhosa de saborear um doce que se ama sem pensar em mais nada, sem sentir nada além daquele sabor, foi riscada do cotidiano das mulheres.(Desculpem, somos responsáveis pelo nosso universo, nele somos o único ser pensador e criador, e se de algo se sente ou nos sentimos culpados é porque estamos dando importância exagerada a coisas que não devíamos.) No dicionário feminino, o verbete “prazer” vem sempre acompanhado da palavra “culpa” -pelo menos quando se fala de alimentação.(Não é necessário. Então parem com isso sintam sim prazer em degustar o que realmente lhes dá prazer. Bem sem exageros, como diz minha QUERIDA AMIGA CAROL, a segunda fatia do bolo ou da pizza tem exatamente o mesmo sabor da 1ª.) Antigamente, nós, mulheres, não podíamos ter apetite sexual.(É uma questão de postura. É só colocar no lugar os “machistas de plantão” pois tenho um definição muito especial para “esses meninos” e vcs têm que ter todos os apetites saudáveis que quiserem, principalmente os mais normais como é o Sexual) Hoje não podemos ter apetite -ponto final.(Não só podem, como devem, não só te-lo como satisfazê-lo e falo de todo o tipo de apetite.) É por isso que eu sempre brinco que nos tiraram de Bangu 1 e passaram para Bangu 2. O endereço da cadeia mudou, mas continuamos prisioneiras. Antes era a moral que nos aprisionava. Hoje é a estética. (Cortem, melhor serrem essas “algemas” que afinal vcs mesmas permitem que vos as coloquem. Repito somos os únicos pensadores e criadores, do nosso universo, logo responsáveis por tudo o que atraímos e ou sentimos.)

Estive na Índia recentemente e passei um bom tempo lendo a seção “Matrimonials” dos classificados dos jornais. No país onde a imensa maioria dos casamentos ainda é arranjada pelas famílias, os pais recorrem aos classificados para procurar seus futuros genros e noras. Eles descrevem o filho ou a filha que vai se casar como a mais perfeita das criaturas (claro), mas em contrapartida exigem uma série de predicados dos candidatos a entrar para a família. (É, quem disse que o mundo precisava evoluir todo ao mesmo tempo e por igual, eles chegam lá.) O processo todo é muito curioso, por causa das diferenças culturais -a questão da casta, por exemplo, ainda pesa muito. Mas o que mais me chamou a atenção nesses classificados foi justamente um ponto de coincidência com a nossa cultura: a valorização da magreza feminina. Quase todos os pais exigem que a futura nora seja magra. Num país em que o índice de obesidade deve ser insignificante, a exigência é ainda mais surpreendente. E ela reproduz um conceito que nossa cultura já conhece bem: a magreza como virtude. (Abreviando: Burrice, já que o país é eminentemente vegetariano, então e mais difícil alguém ser gordo.)

Ser magro, hoje, é tão importante quanto ser honesto. Aliás, vamos passar a frase para o feminino: a magreza nas mulheres hoje é tão valorizada quanto a honestidade. (Bem, se é assim que sentem, pouco ou nada se pode fazer, mas isso é de uma estupidez a toda a prova, embora eu saiba que há “bestas humanas” que querem que assim seja.) Sim, porque nos homens a magreza é apreciada e admirada. Mas, se eles forem cheinhos, a gente perdoa. (Desculpem, mas aí a culpa é de vcs, porque dois pesos e duas medidas?) O que nossa cultura não aceita é a mulher acima do peso -e o peso em questão é ela, a própria cultura, que define.(Imponham-se, isso às vezes é difícil, mas acreditem as pessoas, neste caso mulheres de quem eu gosto ou que eu admiro, me é indiferente se pesam 66 ou 106, eu gosto das pessoas e não do peso que têm. Há aí uma inversão enorme de valores.Embora seja sabido que o excesso de peso é uma das “causas mortis” que figuram hj em primeiro lugar nas listas mundiais, mas se quer ser gorda seja. Há que se valorizar a pessoa, mas será impossível valorizar alguém que não tem certeza de seus valores, ou seja Amigas Há que se AMAR a si mesma em primeiro lugar, só assim conseguirá ser AMADA e isso é uma lei da vida.) Se a mulher não é magra, ela pelo menos tem que mostrar que se esforça 24 horas por dia para emagrecer. Se não luta contra os quilos, é vista como fraca, desleixada, indisciplinada, ou seja, o julgamento estético ganha um caráter moral. De volta ao começo? Mais uma vez a moral nos aprisionando? (Vcs mesmas se aprisionando, volto à afirmação Imponham-se, porém Amem-se Acima de tudo.)

Não é à toa que as mulheres hoje sobem na balança da mesma forma com que se ajoelhavam nos confessionários de antigamente: cheias de ansiedade e medo. Temem ser julgadas e punidas por seus excessos -não mais da alma, mas do corpo. É por isso que, quando vamos comer algo que engorda, a gente diz: “Eu mereço!”. Ou seja, estou em dia com os meus deveres, e por isso posso cometer essa pequena transgressão. É por isso, também, que os pais indianos listam a magreza da futura nora ao lado de predicados como séria e trabalhadora. Ser magra passou a ser uma virtude valorizada tanto na esfera social e no mercado de trabalho quanto no mercado matrimonial. (Vamos lá vcs são seres Especiais, extraordinariamente sensíveis e Sublimes e tal como nós estão aqui para a plenitude em tudo, isso não precisa incluir exageros)

Saudades de Bangu 1? Não precisamos chegar a tanto. Nem a prisão da alma, nem a prisão do corpo. Além dos melhores bolos e dos melhores sorvetes, nós, mulheres, merecemos um mundo sem qualquer tipo de prisão. ( MERECEM SIM. IMPONHAM-SE COM INTELIGÊNCIA, VCS SÃO SERES ESPECIAIS)

Obrigada Liliany pelo texto.

Muito interessante vale à pena ser lido.

Acho que a magreza não deve ser levada tão a sério, no sentido de “ser a vida” de alguém, de pensar nisso 24h por dia, de falar isso o tempo inteiro, de viver em função disto, MAS ao mesmo tempo não significa que temos que descuidar do nosso corpo, da nossa alimentação, apenas temos que não dar uma importância maior do que geralmente damos. ( Só não concordo com “dar uma importância maior do que geralmente damos.”devem sim se tratar como IMPORTANTES E ESPECIAIS QUE SÃO, e se não se dão a importância que deviam estão se descuidando e isso não é necessário. Tratem-se como gostariam que as tratassem.)

Esse texto serve pra mim, às vezes acabo levando isso a “sério”, mais do que deveria, e sei que tenho que mudar, e estou tentando, mas não é fácil, pq há anos somos influenciadas a ter certos pensamentos. (Somos donos e senhores de nossos pensamentos, Mude-os. É, simples assim, na vida tudo o que é bom é simples, senão, não é bom.)

Eu olho algumas fotos atuais, e por mais que não esteja gorda, não consigo me sentir 100% feliz. Gostava qdo me via mais magra, gostava de me sentir mais magra, porém existem outros sentimentos atrás de tudo isso… A “magreza” supre algumas coisas que me sinto incapaz de fazer, de ser… e se não consigo ser magra, parece que não consigo mais nada. Por isso digo que o emagrecimento, apesar de difícil, não é o mais difícil pra mim, existem coisas que gostaria de vencer. ( Você pode e deve ser FELIZ na plenitude, para que isso se verifique, há que primeiro SER interiormente e depois ser. Parece-me que vc está, como dizem lá em Portugal, “colocando o carro na frente dos bois”

Queria não ter medo de enfrentar meus medos, frase meio estranha, mas essa é a realidade, tenho medo de enfrentar meus medos. Apesar de às vezes me esforçar pra mudar, faço sem acreditar que serei capaz, e sendo assim dificilmente dará certo. (Então não será, mas deixe ver se consigo ajudar um pouquinho: só temos medo do desconhecido, medo não “existe” numa primeira instância, existe o desconhecimento de algo, pense nisso.)

Acredite, neste momento eu tenho mais certeza do seu PODER E CAPACIDADE do que vc Mesma, Vocês Mulheres são seres muito especiais, e deixem que os que não querem entender, entendam isso de uma vez por todas.

BEIJOS. E VIVA A MULHER, A MÃE, A AMIGA. –

VIVAM TODAS AS MULHERES, SEM VCS SIMPLESMENTE NÃO HAVERIA MUNDO.


6 comentários:

Di disse...

Olá...
Mal li seu blog e A-D-O-R-E-I, agora estou sem tempo de lê-lo, mas fiquei interessadíssima, estou um pouco cansada da caminhada, mas amanhã lerei o que tem escrito aqui... pois pelo pouco q vi, achei bem interessante...

Parabéns pelo sucesso!

Di disse...

Li o artigo todo e adorei... eh a pura verdade... e li em uma revista esses dias onde perguntavam opnioes dos homens o que incomodavam a eles em relaçao a essas sobre essas coisas, e a maioria deles responderam que nao gostam de sair com mulheres paranoicas com dietas, que deixam de ir para algum lugar pq nao comem carboidratos a noite ou pq tem que ir malhar... Acredito que temos e devemos nos cuidar, nos amar, mas nao fazer disso uma obrigaçao...

Obrigadinha pela visita ao meu blog...

Kat disse...

muito bacana seu blog e esse texto da Leila então.. tem um outro texto muito bacana dela, que eu amo: http://revistamarieclaire.globo.com/Marieclaire/0,6993,EML1641108-10387,00.html

beijos

Jôsy Simões disse...

Olá Rui! Obrigada pelo comentário em meu blog! Tinha conhecimento sobre o crescimento de vinte e poucos metros após os cinco anos sim, mas não comentei, pode ter sido um descuido da minha parte, mas acreditei que a imagem no início do post falaria tudo. Gostei muito do seu blog, e o artigo da Leila então sem comentários!!! Há! vou acompanhá-lo, ok? Beijão!!!

Bebel disse...

Olá Rui
Sabe que já fui muitas vezes es-gorda. Que bom que você está nesta tribo. Me aguarde que vou chegar aí para não mais sair
Beijocas estaladas
Bbel

Bebel disse...

rui
faça uma visitinha no meu blog
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www.bbel.com.br