sexta-feira, 13 de maio de 2011

PRÓPOLIS - Informação


Mais valiosa que o mel

A própolis verde, também conhecida como própolis brasileira, tem um alto valor agregado. Em 2009, seu preço médio era mais de 20 vezes maior do que o do mel. Quase 92% da produção nacional desse tipo de própolis é exportada para o Japão.





O presente das abelhas própolis

A própolis demonstra cada vez mais aos cientistas um enorme potencial terapêutico, capaz de ajudar no tratamento de diversas doenças. O Brasil é destaque internacional na sua produção

Em tempos de pandemias respiratórias e epidemias sazonais, combatê-las com produtos naturais pode propiciar uma boa recuperação a baixo custo. Dentre os produtos empregados com esse objetivo, a própolis vem se destacando mundialmente, em virtude de seu imenso potencial na prevenção e no tratamento de diversas doenças, desde um simples resfriado até o câncer.
A própolis é uma mistura complexa de aspecto pastoso formada por materiais resinosos e balsâmicos de origem vegetal, a qual é coletada por abelhas e modificada por meio de suas secreções salivares. As abelhas utilizam a própolis no reparo de frestas e danos na colmeia, o que auxilia na manutenção da temperatura interna, além de proteger contra a entrada de insetos e a proliferação de microrganismos. Esse fato serviu de inspiração para a palavra: em grego, propolis significa "em defesa da cidade" ou "em defesa da colmeia".

 Esse produto é usado pelo homem desde 350 a.C. Os gregos aplicavam- no em abscessos e os egípcios o empregavam em mumificação; romanos e incas tratavam ferimentos com ele. Já no século 18, a própolis foi comumente utilizada em vernizes como conservante de madeira, tanto que está presente em violinos produzidos por uma das mais famosas marcas desses instrumentos, a Stradivarius. Mas ela só viria a se tornar realmente popular na década de 1980, quando ganhou importância na medicina complementar. Atualmente são atribuídas à própolis muitas propriedades farmacológicas, como atividade antimicrobiana, antiviral, antitumoral, anti-inflamatória, anestésica, cicatrizante e antioxidante.

Conhecem-se diversos tipos desse produto. Só no Brasil existem 13, incluindo própolis verde, própolis vermelha, própolis marrom, própolis preta, própolis amarela e o geoprópolis. Esses são diferenciados pela cor, pelo odor e pela consistência. As características da própolis estão associadas à planta de origem e à espécie de abelha produtora.
Dentre os tipos existentes, a própolis verde (muitas vezes chamada de própolis brasileira), produzida sobretudo no Sudeste do País, é a mais valorizada internacionalmente. Seu alto valor agregado supera até mesmo o preço do mel: em 2009, o preço médio do quilo de própolis foi de US$ 56,55, enquanto o quilo do mel foi vendido a US$ 2,74. O maior importador da própolis verde é o Japão: apenas em 2009, 91,9% da própolis exportada pelo Brasil foi destinada ao mercado daquele país, ao valor de US$ 4,54 milhões. Em Tóquio, um frasco chega a custar US$ 150, enquanto no Brasil ele é vendido por menos de US$ 3. A supervalorização da própolis verde se explica, principalmente, por sua eficácia na inibição do crescimento de células tumorais devido à presença de substâncias como a artepilina C. Ela é utilizada como marcador químico de mensuração da qualidade da própolis verde.

Esse tesouro verde é proveniente da coleta, pelas abelhas comuns(Apis mellifera), das resinas dos brotos de um arbusto conhecido popularmente como alecrim-docampo ou vassourinha (Baccharis dracunculifolia). O alecrim-do-campo é um arbusto frequente em pastagens abandonadas e em áreas de Cerrado e Mata Atlântica. Nas cidades, é muito comum encontrar esse vegetal em lotes vagos e lugares descampados, pois ele necessita de muita luminosidade para sobreviver. Na ecologia, é uma espécie-modelo para a região tropical em razão do grande número de estudos realizados.
O alecrim-do-campo está intimamente ligado à cultura popular. Utilizado na fabricação de vassouras, ele também figura em poesias, cantigas populares, simpatias e rituais de purificação no âmbito místico/religioso. Não obstante, muito tempo antes de ser conhecido como fonte botânica da própolis verde, esse arbusto já era largamente utilizado em diversas indicações: antibiótico, anti-inflamatório, antirreumático, diurético, cicatrizante, tônico e até mesmo anticonvulsivo.
Outra variedade tupiniquim de própolis vem chamando a atenção da comunidade científica: a própolis vermelha. Foram identificadas nela seis novas substâncias com propriedades farmacológicas relacionadas a potenciais antitumorais, analgésicos e antimicrobianos. Originária do Nordeste do País, a própolis vermelha é coletada dos caules da planta Dalbergia ecastophyllum, muito comum em estuários, mangues e regiões costeiras, em virtude de sua preferência por ambientes salinos. A espécie de abelha responsável pela coleta dessa resina vermelha é a mesma produtora de própolis verde no Sudeste.
Existem cerca de 240 patentes de produtos derivados de própolis, muitas delas associadas a produtos dermatológicos, odontológicos, cosméticos, alimentos e remédios. É bem pouco, se for considerado que a própolis é conhecida e utilizada há milênios.
Certamente, há um vasto campo a ser desvendado sobre as inúmeras variedades de própolis originárias da flora brasileira e de suas abelhas, além dos produtos delas derivados. Todo esse conhecimento proporcionará um amplo leque de benefícios para melhorar a qualidade de vida humana.
*Michel Stórquio Belmiro, Yumi Oki e G. Wilson Fernandes fazem parte de equipe do Laboratório de Ecologia Evolutiva e Biodiversidade (Departamento de Biologia Geral, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Minas Gerais).

Produto promissorConheça a seguir algumas das descobertas recentes sobre a própolis, destacando sua relevância em inúmeros tratamentos de saúde. Efeitos antibacterianos - Em 2007, pesquisadores brasileiros investigaram as propriedades anti-inflamatórias e antibacterianas de um tipo de própolis maranhense (geoprópolis) no combate à cárie dentária, cujos fatores causadores incluem a bactéria Streptococcus mutans, que vive na boca humana. O geoprópolis é produzido por abelhas sem ferrão (Melipona fasciculata) a partir de resinas vegetais, ceras, barro ou terra. Por sete dias, 41 voluntários lavaram a boca com uma solução de geoprópolis três vezes ao dia. Embora metade dos participantes não apresentasse crescimento da S. mutans antes mesmo dos experimentos, houve redução significativa no crescimento bacteriano na outra metade dos participantes - um resultado que estimula estudos mais aprofundados.
Efeitos antivirais - Em 2000, investigadores da Universidade Médica do Estado, em Lvov (Ucrânia), testaram a eficácia de uma pomada de própolis para tratar herpes genital causada pelo herpes simplex vírus 2. Noventa pessoas com lesões do gênero receberam aplicação da pomada por 10 dias. Segundo os pesquisadores, a própolis foi mais eficaz do que o aciclovir (um remédio antiviral comum) e o placebo na redução do número de lesões; além disso, observou-se redução na manifestação de outros tipos de infecções associadas às lesões causadas pela herpes. Flavonoides presentes na própolis, como a galangina e a pinocembrina, causariam essa ação antiviral.
Efeitos anti-HIV - Em 2005, Genya Gekker e colaboradores testaram a atividade de extratos de própolis na infecção do vírus HIV, causador da Aids. A reprodução do vírus dentro de células específicas do sangue (linfócitos T cd4+) acaba por destruir essas células, fundamentais à resposta imunológica. Os testes realizados com os extratos de própolis de várias regiões dos EUA, Brasil e China em placas de cultura de células contendo linfócitos T cd4+ demonstraram que todos os extratos inibiram o vírus HIV, sobretudo durante a entrada dos vírus nos linfócitos. O estudo também demonstrou que quando foram usados os extratos de própolis com o antiviral AZT (tradicionalmente empregado no tratamento da Aids), os resultados foram melhores do que os dois separadamente. Esses resultados foram considerados promissores, já que o uso da própolis pode representar um efeito aditivo ao AZT.


Fone: Revista Planeta.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Ciência, Pesquisa, beleza, CURIOSIDADES


A cor, o formato e a textura das unhas dão indícios de como anda a saúde
Foto: Getty Images
JULIANA CREM
Toda mulher adora desfilar por aí com unhas bem feitas, coloridas e lixadas. As unhas exercem função mais do que estética no nosso corpo: elas protegem as pontas dos dedos e ainda podem indicar como anda a nossa saúde, conforme observamos seus aspectos combinado ao exame clínico do paciente, como disse a dermatologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Márcia Grieco.
Formada por três camadas queratinosas de consistências diferentes, as unhas são responsáveis por mais de 10% das afecções de pele, segundo a dermatologista Valéria Marcondes, da capital paulista, e somente o médico consegue distinguir e determinar, precisamente, quais problemas podem afetar sua aparência: "o exame das unhas e lesões pode indicar doenças e falta de vitaminas. Quando quebradiças e com manchas brancas, podem representar uma simples alergia a produtos como esmaltes, detergentes e sabonetes, como podem ser indicadores de carência de ferro, ácido fólico e vitamina B12, que pode resultar em psoríase, micose e até anemia", alertou.
O formato das unhas, sua coloração e textura são capazes de dar dicas de como anda a saúde. "Quando a unha tem formato de colher, por exemplo, bem arredondada, é um sinal de que a pessoa pode estar sofrendo de problemas cardiovasculares ou pulmonares, como asma e bronquite, que afetam a circulação. Doenças vasculares podem atrofiar as unhas e alguns sulcos podem aparecer após uma febre ou uma virose", explicou Márcia.
Quando há falta algum tipo de vitamina no corpo, como a C, por exemplo, a produção de alguns hormônios pode ser afetada, assim como a fabricação de queratina, deixando as unhas com um aspecto diferente do saudável. "No caso da diabetes, por exemplo, as unhas crescem avermelhadas e cheias de ondulações", lembrou Valéria.
Todavia, não adianta olhar para as mãos e entrar em desespero caso note alguma mudança, pois apenas o médico é capaz de diagnosticar corretamente a presença de alguma alteração na saúde. Afinal, como disse Márcia Grieco, há sinais que não são doenças, mas mudam a unha, como a melanoníquia, que são estrias marrons e longitudinais que surgem nas unhas de pessoas morenas. "Unhas roídas também podem ser um sinal de doença: ansiedade! E pode levar a quadros infecciosos", destacou a dermatologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos.
As unhas dos pés também podem apresentar sinais de que algo não vai bem, todavia, é mais raro isso acontecer. "Micoses e traumas por causa de sapatos apertados são os problemas mais comuns", disse Márcia, que recomenda que suas pacientes, ao ir à manicure, levem o próprio equipamento ou usem apenas os que forem esterilizados por autoclave, exijam o uso de lixas descartáveis e solicitem que a profissional não retire muito a cutícula, nem passe a espátula por baixo da unha. "Esmalte e removedores também agridem as unhas, desidratando-as. Assim, o ideal é alternar o uso, passando creme constantemente para ajudar a manter a saúde das unhas."
Prazer em reconhecer
As dermatologistas ensinaram alguns dos sinais de que algo não está bem com o corpo, apenas observando as unhas:

Anemia: as unhas ficam secas, quebradiças, opacas, côncavas e há deslocamento da carne na ponta dos dedos.
Doenças cardíacas: as unhas ficam curvadas para baixo, alargadas e com coloração arroxeada por causa da falta de circulação.
Doenças renais: as unhas ficam grossas, amareladas ou acinzentadas, com linhas verticais esbranquiçadas, brancas na raiz e vermelhas nas pontas.
Doenças hepáticas: ficam esbranquiçadas perto da raiz ou amareladas por inteiro.
Doenças digestivas: há pontos hemorrágicos, as unhas ficam doloridas, frágeis e se descolam ou descamam.
Diabetes: grossas, avermelhadas e com pequenas veias no dedo, ao redor das unhas. Podem apresentar micoses frequentes, engrossamento e endurecimento das pontas dos dedos.
Hipertireoidismo: afinamento e enfraquecimento das unhas.
Hipotireoidismo: unhas opacas e grossas.
Psoríase: depressões puntiformes, superfície rugosa, unhas grossas e quebradiças.
Problemas na glândula supra-renal: as unhas ficam escuras.
Doenças infecciosas graves (meningite e septcemia): surgem pequenas manchas roxas sobre as unhas.
Falta de vitaminas
- Vitamina A: aspecto de casca de ovo, enrugada, esbranquiçada e quebradiça;
- Vitamina C: hemorragia embaixo da unha;
- Vitamina B3: ausência de brilho e linhas verticais e esbranquiçadas surgem em sua superfície;
- Zinco: coloração acinzentada, cutícula seca e grossa, descamação intensa ao redor das unhas e linhas transversais bem acentuadas.

Fonte: Terra saúde

terça-feira, 10 de maio de 2011

Transtornos Alimentares não terminam amanhã.


Desde o reconhecimento dos transtornos alimentares na prática clínicas, eles sempre foram relacionados aos adolescentes e adultos jovens. Sempre foram as meninas o maior contingente de pacientes que nos chamavam a atenção para o rigor com que buscavam um peso muitas vezes abaixo do ideal. Atualmente, temos observado o avanço de casos de transtornos alimentares muito além da juventude, acometendo mulheres com mais de 50 anos. A maioria delas traz consigo uma história pregressa da doença desde a adolescência, enquanto uma pequena parcela desenvolve o transtorno já na maturidade.

A vaidade e a preocupação com a imagem corporal é uma característica marcante nas mulheres. Mesmo nos extremos da vida, nós conhecemos meninas e avós que manifestam desejo de alcançarem um peso corporal mais adequado e para atingirem seus objetivos elas estão dispostas a fazerem dieta e se exercitar. Nada anormal nessa atitude. Entretanto, elas podem não parar por aí e como visto nas adolescentes, alguma mulheres maduras passam a manifestar um comportamento autodestrutivo com intensa restrição alimentar, abuso de laxantes, exercícios físicos intensos e compulsão alimentar. 

Qualquer situação estressante pode atuar como um gatilho e desencadear o transtorno alimentar. Em uma pessoa jovem, isso pode ser gerado a partir da saída da casa dos pais para ir para a faculdade ou estudar em outro país, em situações de ganhos de peso que a deixa constrangida ou sujeita a críticas ou diante do divórcio dos pais. Em anos mais tarde, ter um filho, se distanciar dele quando ele vai para a faculdade ou vivenciar o seu próprio divórcio. Cada geração conta com situações de grande conflito inerentes a elas, capazes de desencadear transtornos alimentares ou despertar casos preexistentes adormecidos ao longo dos anos. 

Há provavelmente muitos casos de transtorno alimentar na maturidade que escapam do nosso poder de observação e diagnóstico, simplesmente porque pessoas mais velhas se mostram mais ponderadas e equilibradas. Muitas manifestações do transtorno são confundidas com sinais de envelhecimento e não são pesquisadas a contento. Um exemplo disso é a parada das menstruações, que em uma menina adolescente nos chama a atenção para a possibilidade do problema. Nas mulheres maduras, essa alteração é imediatamente relacionada à menopausa, normal ou precoce, dependendo da idade. Quando essas pacientes tem anemia e osteoporose, isso também é confundido com envelhecimento e nunca com desnutrição, que a maioria delas apresenta. 

Para finalizar, muitos profissionais de saúde, que não tem conhecimento da evolução dos transtornos alimentares para idades mais avançadas da vida, muitas vezes enaltecem essas mulheres com o argumento de que elas seriam um grande exemplo para as gerações mais jovens, pelo fato de manterem-se magras e se exercitarem muito.