sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Obesidade, vítima ou indolente???

Seria o obeso uma vítima?

Engordamos quando comemos mais do que gastamos. Isso é um fato, incontestável.Enquanto não assumimos isso como a realidade que é, procuramos desculpas e pioramos os quadros. Mesmo assim, a maioria das pessoas não reconhece como sua a responsabilidade pelo ganho de peso. Há sempre uma justificativa, fora do seu controle, para o curso progressivo da obesidade. O pior é que há uma crença, generalizada, de que esse estado de coisas vem impondo a algumas pessoas a triste sina de uma doença. Trazendo consigo estigma e limitações.

Quando observamos a literatura médica, lá estão, novamente, as explicações para o avanço da obesidade, sempre com um foco em industrialização dos alimentos, globalização, stress, carga horária extenuante e estilo de vida. Justificativas que apresentam o obeso como vítima e retiram dele suas chances de mudar sua história.

Apesar de bem conhecida a natureza multifatorial da obesidade, ainda se fala em poder aditivo dos alimentos industrializados e de uma força demoníaca que nos faz comer sem parar. Até quando continuaremos culpando forças sobrenaturais e alheias à nossa vontade para justificarem nossas escolhas alimentares? Questiona o Dr David Gratzer, médico do Manhattan Institute. O pessimismo é tamanho, que alguns estudiosos do assunto aconselham os governos a desistirem dos adultos, pois eles não teriam mais salvação e focarem seus esforços nas crianças.

Vendo por esse lado, o obeso seria uma grande vítima. Governos, escolas, indústrias de alimentos e agronegócios, supermercados, redes de fast food e até a poluição do ar estariam conspirando contra ele. Como se fosse possível que lhe fosse retirado todo o poder de escolha. Essa cultura de "vitimização" do obeso retira dele a sua responsabilidade pelo quadro de obesidade e ensina-o a pensar que o seu mal seria causado por fatores externos à sua vontade e que alguém deveria dar a ele a solução.

De acordo com o IBGE em seu recente Censo, o Brasil, como todos os demais países emergentes, vem liderando o ritmo de crescimento dos índices de sobrepeso e obesidade em todo o mundo. Por aqui, cerca de 50% dos adultos e 30% das crianças e adolescentes encontram-se acima do peso normal. Nos Estados Unidos, as estatísticas dão conta de que o número de obesos tende a dobrar nos próximos 25 anos. O saldo disso tudo é uma conta amarga de se pagar, tanto para os governos, quanto para a sociedade civil, com o alto custo do tratamento das complicações da obesidade.

A verdade é que a grande maioria dos casos de obesidade poderia ser prevenida. Os governos não podem se omitir. As escolas devem dar sua contribuição e os subsídios devem premiar os alimentos saudáveis, normalmente mais caros, e taxar, duramente, os alimentos ricos em gordura e açúcar. Além disso, cada um de nós deve fazer sua parte, entendendo que a responsabilidade é primordialmente nossa e que uma escolha alimentar ruim é, quase sempre, fruto de uma opção pessoal.

Os entraves ao tratamento da obesidade são mesmo difíceis de serem transpostos. Tratamentos milagrosos, falsos remédios, profissionais inescrupulosos dão sempre a impressão de que não há mesmo saída, pois enchem de ilusão e desilusão o sonho de perder peso. A opção pela estética e não pela saúde agrava ainda mais a perspectiva do obeso em alcançar seus objetivos, principalmente quando ele tem metas impossíveis de serem alcançadas.

Sabemos que, ao longo da vida, pequenos ganhos de peso podem causar lesões irreversíveis. Por outro lado, sabemos também que perdas consideradas pequenas, causam grandes benefícios à saúde. Um exemplo disso é a taxa de 60% de prevenção de diabetes entre pessoas susceptíveis, através de programas de mudança de estilo de vida envolvendo pequena perda de peso e atividade física leve.

Mesmo que as políticas públicas fossem suficientes e autônomas para impedir a veiculação de propagandas de alimentos engordativos. Mesmo que proibissem o excesso de açúcar e gorduras dos alimentos. Mesmo que fosse obrigatória uma hora de atividade física diária para as pessoas em geral, nada seria eficaz caso as vítimas da obesidade continuassem se omitindo do seu papel principal no combate à obesidade. Assim, enquanto procurarmos um culpado para a obesidade sem incluir o próprio obeso, continuaremos impossibilitados de combater esse mal.

E você, como vê suas escolhas? Você sente que elas são influenciadas ou até conduzidas pela mídia, pela correria da vida moderna e pelas redes de "fast food"? Sente-se vítima? Como vê o seu papel na prevenção e tratamento da obesidade? Dê sua opinião.

A Verdade Nua e crua. ENGORDAMOS APENAS E TÃO SOMETE PORQUE INGERIMOS MAIS CALORIAS DO QUE QUEIMAMOS,  o resto são desculps estúpida que só fazem aumentar o fracasso de quem as USA.

2 comentários:

alessandra disse...

Quero ver voçe desempregado, em casa, sozinho, sem amigos, devorando a tristeza da morte de alguem que vc ama, na solidao, descriminado falar a mesma coisa. Acredite, o ser humano nao è sò carne, mas è mente tambem. Angustia, depressao e estar muito mal a tal ponto de nao consseguir sair è uma doença. Deve ser muito facil estar na sua posiçao, là em cima, todo poderoso dizendo que quem è obeso è indolente. A obesidade è uma doença psicologia.

Matinhos disse...

Vc Tem razão Ale, Só que Depressão seja qual for a causa, desculpe, mas por ser psicológico é uma opção, ou nós somos donos e senhores do nosso pensamento e dominamos ele, ou nós somos vitimas de todo o lixo do Universo e somos dominados por ele....É Sempre uma questão de escolha..... Acredite tudo é psicológico e tudo pode e deve ser por nós controlado.