quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

OBESIDADE é EPIDEMIA



Males da civilização moderna, o diabetes e a obesidade atingem os índios, geneticamente propensos a reter gordura. A adoção da dieta dos brancos e a sedução do consumo estão levando os povos mais aculturados ao sedentarismo.


Por Inês Castilho Fotos: Hélio Mello e Roberto Guglielmo
Metade dos xavantes das áreas indígenas Sangradouro e São Marcos (MS) apresentam obesidade.
Os xavantes se autodenominam A’wuê, A’wuê uptabi – “gente, gente verdadeira”. Fortes, troncudos, com os cabelos vermelhos pintados de urucum, têm uma fama de guerreiros que amedrontou os homens brancos desde as primeiras tentativas de contato, no século 18. Hoje, porém, estão submetidos. Não pela contaminação proposital por tuberculose ou sarampo, tiro ou envenenamento, como no passado, mas pelo açúcar, o arroz branco e os alimentos industrializados que alteraram decisivamente seus hábitos e os induzem à obesidade e ao diabetes, doenças da civilização ocidental.
O mais conhecido, o xavante Mário Juruna, morreu em 2002, aos 60 anos, depois de permanecer cinco anos em cadeira de rodas em decorrência de complicações crônicas do diabetes. Primeiro e único deputado federal indígena eleito do país (1983-1987), Juruna ficou conhecido nos anos 70 por andar com um gravador na mão registrando as promessas dos políticos no regime militar. Em 1980 representou os índios brasileiros no quarto Tribunal Bertrand Russell, na Holanda.
Entre os brasileiros, o diabetes está se tornando epidemia, incluída pela ONU na lista das doenças crônicas não transmissíveis. Entre os índios, geneticamente mais vulneráveis, está virando praga. Dos 935 xavantes acima de 18 anos dos territórios de Sangradouro e São Marcos, no leste de Mato Grosso, 33% das mulheres e 15% dos homens têm diabetes mellitus tipo 2 e 34,2% encontram-se pré-diabéticos. A obesidade, que favorece o aparecimento da doença, atinge 51,1% das mulheres e 46% dos homens. Somados aos que estão com sobrepeso, passam de 80%. Os dados são de um estudo realizado em 2010 e 2011 pelos professores João Paulo Botelho Vieira-Filho e Regina Moisés, da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), e Laércio Franco e Amaury Dal Fabbro, da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto.
Vieira-Filho pesquisa a saúde dos índios brasileiros há mais de 40 anos. Em 1977 encontrou as primeiras evidências de diabetes, entre os caripunas e os palicures do Amapá, já com casos de amputação decorrentes do agravamento da doença. Entre os xavantes de Sangradouro, as primeiras glicemias com valores suspeitos foram colhidas em 1983. “Com o projeto arroz mecanizado da Funai, os índios passaram a ingerir arroz branco, com açúcar, até pela manhã. Progressivamente abandonaram as roças de feijão, cará, abóbora, mandioca, macaxeira, amendoim e produtos da floresta e do Cerrado. Devido às criticas dos civilizados incultos, deixaram de comer gafanhotos e formigas, outrora muito apreciados, que contribuíam com proteínas animais”, diz o professor.“Nos anos 70, eles eram delgados e mantinham intensa atividade física. Agora, as mulheres, sobretudo, estão obesas e com diabetes.”


Alimentos industrializados
Em 1984, o médico encontrou casos de diabetes entre os bororos de Meruri, em Mato Grosso. Em 1987, colheu glicemias alteradas entre os xicrins do Rio Cateté e os paracanãs do Rio Bom Jardim, no sudeste do Pará. No mesmo ano, verificou casos suspeitos de diabetes entre os gaviões parcategês, também do Pará. “A política desenvolvimentista do Estado levou para o interior do território indígena estradas de rodagem, como a estrada de ferro Carajás, da Vale do Rio Doce, e linhas de eletricidade da Eletronorte. Com o dinheiro das indenizações, que os xicrins e os gaviões ainda recebem, deleles passaram a comprar alimentos industrializados. Mas o desastre, lá, não é tão grande como entre os xavantes. Os xicrins são hoje 1.200, com 16 diabéticos. Entre os xavantes, metade da população adulta já é ou vai tornar-se diabética. Ali, o mal progrediu muito rápido”, diz o professor Vieira-Filho.
Também os jovens estão sendo afetados. “A prevalência alta já atinge indivíduos na fase produtiva da vida. Se nada for feito, esses garotos pré-diabéticos têm alta chance de desenvolver a doença em idade precoce e, ao longo da vida, apresentar complicações crônicas que, além de incapacitantes, são causa de morbidade e mortalidade”, diz a professora Regina Moisés, especialista em genética do diabetes. Nos territórios de Sangradouro e São Marcos já podem ser encontrados índios com problemas oftalmológicos, que sofreram amputação do pé ou que fazem hemodiálise em decorrência do mal.

Fotos: Hélio Mello
A mudança para a dieta dos brancos altera os hábitos e induz a obesidade.
Políticas de Sedentarização
Para o antropólogo Carlos Fausto, professor do Museu Nacional (UFRJ), o que aconteceu nos últimos anos nas sociedades indígenas no Brasil, “e que já havia ocorrido com outras populações autóctones no resto do mundo”, é um processo de sedentarização ligado à infraestrutura criada pelo Estado para atender essas populações – luz elétrica, gás, água encanada, escola, posto de saúde e tecnologias de locomoção. “Há apenas uma geração, os índios caminhavam até suas roças, remavam para pescar e andavam quilômetros para ir a uma festa em outra aldeia. Hoje, andam de barco a motor, de carro e, às vezes, de moto – como nós, que pegamos elevador, em vez de subir escada”, considera.
Some-se a isso a transição alimentar e um aparato fisiológico mais sensível ao consumo do açúcar, “e provavelmente do sal”. Considerem- se ainda os benefícios que, nos últimos anos, os índios passaram a receber do Estado: Bolsa Família, auxílio maternidade e aposentadoria rural. “Esses recursos são usados para a compra de alimentos baratos, de má qualidade. Trata-se de um aporte de comida industrializada que cresce nos períodos de escassez de caça ou pesca, justamente quando ocorria o emagrecimento.” Por outro lado, o dinheiro franqueia aos índios o acesso a bens, o que torna mais tolerável a assimetria com os brancos. “A aposentadoria, por exemplo, deu aos velhos mais respeitabilidade diante dos jovens, que ficaram ‘metidos’ porque conhecem a língua portuguesa e transitam melhor no mundo dos brancos.”
Carlos Fausto considera que esses fatores induzem uma transição nutricional rápida e criam um paradoxo: se, por um lado, as políticas sociais do governo são positivas, por outro contribuem para tornar a população sedentária, obesa, diabética e hipertensa. “O Ministério da Saúde deveria criar políticas públicas de esclarecimento e educação alimentar, em vez de se limitar às políticas curativas. Mas o poder público não tem interesse nisso e não é capaz de uma ação inteligente. Os riscos vão aumentar, sobretudo porque muitas terras indígenas no Brasil Central, no Nordeste e no Sul não são significativamente grandes para alimentar populações em crescimento.”

“O sexo feminino é o mais afetado”, confirma a pesquisadora. “As mulheres xavantes têm muitos filhos. Faz parte da cultura. Começam por volta dos 14 anos, e as sucessivas gravidezes são acompanhadas pela obesidade. Com o sedentarismo, acabam desenvolvendo o diabetes”, explica.
O I Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição dos Povos Indígenas, realizado em 2009 e 2010 com a participação de várias instituições, aponta na mesma direção. Baseado em amostra representativa da totalidade das mulheres indígenas de 14 a 49 anos, nas quatro macrorregiões (Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sul-Sudeste), o estudo envolveu 113 aldeias de diversas etnias e revelou a ocorrência de obesidade, hipertensão arterial e diabetes mellitus em todas as regiões. Conduzido pela Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), foi coordenado pelos pesquisadores Carlos Coimbra Jr., Ricardo Ventura dos Santos e Andrey Cardoso, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, do Rio de Janeiro; e Bernardo Horta, da Universidade Federal de Pelotas.
“Os dados refletem uma mudança no perfil epidemiológico dos povos indígenas brasileiros, em que as doenças crônicas não transmissíveis começam a assumir um papel expressivo”, diz o epidemiologista Andrey Cardoso. “Em particular no Centro-Oeste e no Sul e Sudeste, sobrepeso e obesidade já se colocam como uma questão de saúde importante para as mulheres indígenas, atingindo mais de 50% delas, assim como a hipertensão arterial, que atinge mais de 15%.”
O professor João Botelho Vieira-Filho (de óculos), da Escola Paulista de Medicina, lidera o estudo sobre obesidade indígena entre os xavantes.
Genética vulnerável
Na base disso tudo está o fato de que a população nativa americana é geneticamente suscetível à obesidade. Estudo realizado por pesquisadores das Américas do Norte, Central e do Sul, entre eles os professores João Paulo Botelho Vieira-Filho e Regina Moisés, verificou a existência de uma variante no gene ABCA1, exclusiva dos ameríndios, associada com dislipidemia (gordura no sangue), obesidade e diabetes.
“Essa variante genética, decorrente de seleção natural ocorrida durante milênios, é favorável à acumulação de energia para períodos de fome e para procriação”, explica o professor Vieira-Filho. Trata-se da genética poupadora de energia descrita pelo geneticista James Neel (1915-2000). “Eles ganhavam peso normal com hidratos de carbono complexo – batata, feijão, mandioca, cará, abóbora. Com o hidrato de carbono simples, do arroz branco, e o açúcar cristalizado, engordam em excesso.”
São muitos os custos decorrentes da difusão da doença. “Treinamos um agente de saúde indígena para aplicar a insulina no Centro de Diabetes da Unifesp, mas há problemas no envio e na conservação da insulina, assim como no descarte adequado das seringas”, explica o professor Laércio Joel Franco. “Também a aplicação regular do medicamento nos doentes nem sempre é possível, pois eles às vezes passam dias fora, caçando ou viajando.”
1977 Nesse ano foram encontradas as primeiras evidências de diabetes, entre os caripunas e os palicures do Amapá
33% DAS MULHERES XAVANTES acima dos 18 anos, das áreas indígenas Sangradouro e São Marcos (MS), têm diabetes

51% 
DAS MULHERES E 46% DOS HOMENS de Sangradouro e São Marcos são obesos.

Aos 60 anos 
MORREU O LÍDER XAVANTE MÁRIO JURUNA , em 2002, em decorrência de complicações do diabetes

113 aldeias pesquisadas pelo 
INQUÉRITO NACIONAL DE SAÚDE E NUTRIÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS mostram ocorrência de obesidade em varias regiões do país
A boa notícia é que o diabetes pode ser prevenido. “Há estudos mostrando que, se o indivíduo mudar o estilo de vida, aumentando a atividade física e adotando dieta adequada, ele previne ou retarda o aparecimento da doença. Mais efetiva que a medicação, a mudança do estilo de vida pode reduzir em 60% a ocorrência da enfermidade”, afirma a professora Regina.
As minorias étnicas devem receber orientação dietética diferenciada. “Assim como os índios desenvolvem obesidade e diabetes com o açúcar, os negros desenvolvem hipertensão arterial com o sal, pois foram selecionados a reter sal diante do calor da África”, explica Vieira-Filho. “Somos todos iguais nos direitos políticos, mas não na genética.”

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Tentemos entender as cores


Por que o vermelho exprime ardor? E o azul, tristeza? Por que o blue se chama blue? A psicologia das cores é uma ferramenta do marketing de produtos e serviços. Mas até hoje ninguém entende por que certas cores produzem determinadas emoções em alguns países e em outros não.
Há dias em que levantamos e enxergamos o mundo cor-de-rosa. Em outros, porém, tudo parece cinza. Que motivos nos levam a associar cores a sentimentos e emoções? Por que o rosa nos dá a sensação de alegria; e o cinza, de tristeza? Esse é um assunto que a psicologia estuda há décadas e ainda causa controvérsia. Mas uma coisa é certa: as cores estimulam sensações e até mesmo produzem alterações no funcionamento do nosso organismo.
A cor nada mais é que luz, ou seja, fótons que são emitidos por determinados átomos em processos naturais ou artificiais. Quando refletida nos objetos, a luz é traduzida em cores de comprimentos de onda que variam entre 400 e 770 nanômetros (milionésimos de milímetros). Cada cor tem um determinado comprimento de onda dentro dessa faixa e, no olho humano, há células especiais, cones e bastonetes, capazes de captar as cores e enviá-las ao cérebro. Evidências científicas sugerem que a luz de diversas cores, ao entrar pelos olhos, afeta diretamente o centro das emoções. Embora a maioria das pessoas enxergue a cor da mesma maneira, cada um de nós responde a esse estímulo de formas diferentes. Ou seja, é um fenômeno subjetivo e individual.
Eric Calderoni, psicólogo e professor de comunicação, vice-presidente da Associação de Pós-Graduandos da PUC-SP, desenvolveu pesquisas sobre o assunto. Ele afirma que não há consenso na psicologia sobre o efeito de cada cor sobre os seres humanos, porque é extremamente difícil investigar o impacto psicológico das cores de maneira científica. Entre outras, as maiores dificuldades são determinar como o impacto se manifesta no comportamento e se a sua reação é produzida pela exposição à cor ou por outros estímulos.
Em síntese, Calderoni divide o impacto psicológico das cores em dois grandes grupos de teorias: percepções natas e percepções de aprendizado. Segundo a teoria "inatista", já nascemos programados para sentir as emoções produzidas pelas cores, pois esses padrões derivam de impactos positivos e negativos sobre a seleção natural da espécie. Nesse caso, o homem primitivo, em sua evolução, foi associando as cores a fatores de sobrevivência. Nas teorias inatistas, os impactos psicológicos seriam os mesmos, mas não as reações, que dependeriam da personalidade de cada um.
A teoria do aprendizado, por sua vez, acredita que o indivíduo, durante sua vida, passa a associar cada cor a uma emoção e a um padrão de comportamento. Por exemplo, se viveu experiências agradáveis numa casa pintada de verde, vai gostar dessa cor e de tudo o que relaciona com ela; se tiver experiências negativas irá rejeitá-la. Ambas as teorias dizem que a maioria das pessoas pode reagir de maneira parecida a determinada cor por ter compartilhado experiências semelhantes, como o calor dos dias ensolarados, que associa amarelo à animação, à alegria e ao prazer. A teoria do aprendizado afirma, no entanto, que pessoas de determinada classe social têm experiências semelhantes, o que as faz reagir perante as cores de maneira diferente de pessoas de outras classes.
Melhor comunicação
Os resultados de estudos sobre efeitos psicológicos das cores nos seres humanos são utilizados pela indústria e comércio para comunicar e vender. A cadeia McDonald's de lanchonetes usa vermelho, amarelo e laranja na decoração das suas lojas e na comunicação visual, pois são cores quentes e vibrantes que estimulam o metabolismo e aumentam o apetite. Paula Csillag, professora de linguagem visual e cor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), de São Paulo, observa que, embora haja consenso sobre a propriedade de certas cores, ele varia conforme a época, a cultura e a religião.
Em inglês, por exemplo, a expressão I'm blue("estou azul"), que nomeia o sentimento dominante da música "blues" dos antigos escravos negros dos Estados Unidos, significa estar deprimido, para baixo. O verde é a cor do Islã e o branco quer dizer luto em alguns países do Oriente. Na China antiga, o vermelho era o símbolo da boa sorte. Na moderna, foi associado à luta e ao sangue do povo.
"O roxo, no Brasil, era ligado à morte, por causa da religião católica e da Quaresma. Porém, as novas gerações já não fazem mais essa ligação", explica Paula. A mudança natural de hábitos e padrões faz com que a indústria também se modifique. Hoje, há um refrigerante com zero caloria vendido em latas pretas e vermelhas, antes destinadas apenas a inseticidas. E o azul, que não era usado nas embalagens de alimentos, porque na natureza não há alimentos com essa cor, foi incorporado, recentemente, sobretudo nos laticínios.
Psicologia da cor 
O psicólogo clínico paulista Paulo Félix, presidente da Associação Pró- Cor do Brasil, recomenda para o tratamento dos seus pacientes, entre outros métodos, o jogo na caixa de areia na abordagem da psicologia gestalt, baseado na teoria da percepção de cores e formas. Por meio da cor e sua associação com figuras e objetos, ele induz os pacientes a expressar emoções e sentimentos. "São associações sutis, pois a cor está diretamente ligada à personalidade", assegura.
Como sua primeira formação foi como químico, Félix trabalhou vários anos na indústria têxtil, estudando e desenvolvendo cores para tecidos e estampas. Segundo ele, um detalhe como uma sola vermelha num sapato preto feminino produz toda uma conotação de sofisticação e elegância. Entretanto, uma mesma cor pode desencadear emoções diferentes: o verde, por exemplo, tanto pode estar associado a gramados e bosques prazerosos quanto a selvas impenetráveis e perigosas. "Alguém tímido ou deprimido jamais vai usar cores fortes e vibrantes, a menos que queira, conscientemente, camuflar esses sentimentos e passar uma imagem diferente", garante.
Embora a indústria da moda imponha determinadas cores em suas coleções, nem sempre elas fazem sucesso e correm até o risco de ser rejeitadas se não for feito um estudo prévio do seu impacto psicológico. A rejeição pode estar ligada a fatores psicossociais e culturais, pois o que funciona em um país pode não dar certo em outro.Na Europa, especialmente na Inglaterra, os consumidores atualmente tendem a boicotar roupas feitas com tecidos que foram tingidos com pigmentos nocivos aos seres humanos e ao meio ambiente 
Sensação
A impressão imediata causada por uma cor corresponde ao grau de excitação das redes neurais nas terminações nervosas da retina do olho humano, proporcional à magnitude da cor como estímulo eletromagnético.
Associação
A sensação da cor provoca uma reação emocional. A nomeação dessa emoção é possível dependendo do grau de atenção, de vivências emocionais anteriores, da memória e dos recursos linguísticos da pessoa.
Representação O conjunto das opiniões e sensações comuns produzido pela maioria das pessoas sobre o significado de determinadas cores.
Impressões subjetivas 
A preferência por determinadas cores pode sinalizar traços de personalidade e aspectos inconscientes.



BRANCO
Sensação: luz-espaçoAssociação: neve, clara de ovo, papel, arroz, vestido de noivaRepresentação: paz, harmonia, pureza, limpeza
Impressão subjetiva: inibição dos impulsos, bloqueios, perturbação
VERDE
Sensação: frescor Associação: relva, mata, ar puroRepresentação: paisagens naturais, palmeiras, duendes, liberdade, abertura
Impressão subjetiva: angústia, autocontrole

VERMELHO
Sensação: euforia, exaltação, calor
Associação: sangue, boca, maçã, morango, pimenta, Ferrari, Papai- Noel
Representação: perigo, desejo, força, paixão, fogo, sexoImpressão subjetiva: agitação, impulsividade, agressividade

LARANJA
Sensação: vigor, vitalidade, fulgor, intensidade 
Associação: 
outono, laranja, girassol, cenoura, gema de ovo, Dia das Bruxas
Representação: poder, exuberância, calor, ingenuidade
Impressão subjetiva:criatividade, entusiasmo, inquietude

AMARELO
Sensação: vitalidade, brilho, luminosidade 
Associação:
 ouro, solRepresentação: prazer, riqueza, Brasil
Impressão subjetiva: alegria, disposição, ambição, medo
PRETO
Sensação: escuridão-espaçoAssociação: noite, ébano, carvão
Representação: morte, noite, sombra, autoridade, vazio, sofisticação
Impressão subjetiva: tristeza, melancolia, depressão

AZUL
Sensação: frio, imensidão
Associação: céu, firmamento,
mar
Representação: magnitude,
dignidade, beleza
Impressão subjetiva:
supercontrole, negativismo

ROXO
Sensação: suavidade,
profundidade
Associação: violeta, ametista
Representação: magia, luxo,
esoterismo
Impressão subjetiva:inquietação,
intuição, profundidade,
labilidade afetiva, introversão
Fonte: lista adaptada por Paulo Félix a partir do original Color Psychology and Color Therapy, de Faber Birren (McGraw-Hill).
Ambientes e contrastes
A arquiteta e urbanista Lilian Ried Miller Barros criou o espaço Universo da Cor, em São Paulo, para agregar pesquisadores e profissionais interessados na discussão de questões que envolvem o conhecimento consistente da cor. Segundo ela, não se pode analisar apenas a influência isolada de cada cor, mas a composição do cenário como um todo num determinado ambiente, especialmente suas nuances e contrastes. "Ambientes com fortes contrastes entre as cores nos deixam mais despertos e alertas, enquanto contrastes suaves nos provocam a sensação de relaxamento", afirma.
O azul, por exemplo, é uma cor fria que tranquiliza, mas também pode ser impactante, pois se estiver num espaço onde todas as cores são quentes, chamará a atenção. Além disso, há padrões que não mais se sustentam. Hoje, as casas de saúde procuram imitar hotéis, para se tornar menos frias e impessoais, e o famoso verde-hospital deixou de ser a cor predominante, embora possua reconhecidas propriedades calmantes e terapêuticas.
Outra questão importante é como a textura dos objetos influencia na percepção da cor: uma cor fria numa textura rústica pode denotar uma sensação de conforto, utilizável para tornar os ambientes mais aconchegantes. Lilian Barros, que realizou vários projetos de ambientação para redes de bancos e empresas, afirma que a tendência atual é as pessoas trabalharem em grandes espaços. Por isso, é preciso saber usar as cores para criar uma identidade visual adequada, a fim de que todos possam se situar e se orientar no ambiente. A arquiteta usa elementos da flora e da fauna brasileira para criar padrões com cores diferenciadas.
http://www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/470/imagens/i307187.jpg
Cela para durões 
Em 1978, o psicólogo norte-americano Alexander G. Schauss conduziu experiências com um determinado tom de rosa e seus efeitos no comportamento humano. Essa cor rosa, batizada de Baker-Miller Pink, segundo ele, possuía propriedades calmantes e diminuía o apetite. Em 1979, a Marinha dos Estados Unidos testou a cor em celas especiais do centro correcional em Seattle, chegando à conclusão de que os detentos ficavam mais calmos com apenas 15 minutos de exposição. Décadas depois, algumas penitenciárias adotaram a cela cor-de-rosa, como a State Correctional Institution, de Rockview (foto), onde as celas para confinamento solitário são conhecidas como Restricted Housing Unit. A finalidade é tranquilizar prisioneiros agressivos e desordeiros. Mas o uso das celas também causa polêmica, pois, na opinião de alguns advogados, trancafiar presos em celas cor-de-rosa equivaleria a uma tortura psicológica. Quartos pintados com essa cor especial também são usados em clínicas psiquiátricas com igual finalidade. Numa pesquisa realizada no México, dois vestiários de times de futebol foram pintados de maneira distinta: um com cores estimulantes e outro com tons tranquilizantes. Em geral, as equipes do vestiário com cores estimulantes faziam o primeiro gol das partidas.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

AIDS? hiv, síndrome da imunodeficiência adquirida, sida?


Não rsrsrs O Blog não virou prono rsrsrss é para chamar a atenção MESMO

É uma doença que ataca o sistema imunológico devido à destruição dos glóbulos brancos (linfócitos T CD4+). A Aids é considerada um dos maiores problemas da atualidade pelo seu caráter pandêmico (ataca ao mesmo tempo muitas pessoas numa mesma região) e sua gravidade.

Qual o agente envolvido?

A infecção se dá pelo HIV, vírus que ataca as células do sistema imunológico, destruindo os glóbulos brancos (linfócitos T CD4+). A falta desses linfócitos diminui a capacidade do organismo de se defender de doenças oportunistas, causadas por microorganismos que normalmente não são capazes de desencadear males em pessoas com sistema imune normal.

Causas

Transmissão/ Contágio

O HIV pode ser transmitido pelo sangue, esperma e secreção vaginal, pelo leite materno, ou transfusão de sangue contaminado. O portador do HIV, mesmo sem apresentar os sintomas da AIDS, pode transmitir o vírus, por isso, a importância do uso de preservativo em todas as relações sexuais.
Sabendo disso, você pode conviver com uma pessoa portadora do HIV. Pode beijar, abraçar, dar carinho e compartilhar do mesmo espaço físico sem ter medo de pegar o vírus.
Quanto mais respeito e carinho você der a quem vive com HIV/AIDS, melhor será a resposta ao tratamento, porque o convívio social é muito importante para o aumento da auto-estima das pessoas e, consequentemente, faz com que elas cuidem melhor da saúde.

Assim pega

  • Sexo na vagina sem camisinha
  • Sexo oral sem camisinha
  • Sexo anal sem camisinha
  • Uso de seringa por mais de uma pessoa
  • Transfusão de sangue contaminado
  • Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação
  • Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados

Assim não pega

  • Sexo desde que se use corretamente a camisinha
  • Masturbação a dois
  • Beijo no rosto ou na boca
  • Suor e lágrima
  • Picada de inseto
  • Aperto de mão ou abraço
  • Sabonete/ toalha/ lençóis
  • Talheres/ copos
  • Assento de ônibus
  • Piscina
  • Banheiro
  • Doação de sangue
  • Pelo ar

Perguntas frequentes

A prática da masturbação com parceiro eventual implica risco de contágio pelo HIV?

Não havendo troca de sangue, sêmen ou secreção, a prática da masturbação a dois não implica qualquer risco de infecção pelo HIV.

Qual o risco de contágio com objetos cortantes como aparelhos de barbear, brincos, alicates e piercings?

Atualmente, a maioria dos aparelhos pérfuro-cortantes fabricados, como seringas, máquinas de tatuar, aparelhos para colocar brincos ou piercings, são feitos com materiais descartáveis, que não podem ser usados mais de uma vez. Em caso de dúvida, sugerimos perguntar no local sobre os materiais utilizados. O risco de contaminação no contato do sangue com a pele e mucosa oral é menor do que a exposição percutânea (injeção), porque há maior quantidade de células-alvo suscetíveis à infecção pelo HIV na corrente sanguínea. Além disso, na pele e na mucosa oral existem barreiras imunológicas e não-imunológicas que conferem um determinado grau de proteção, uma vez que estes lugares estão em permanente contato com o meio externo e com microorganismos.

Mesmo com a ausência de ejaculação durante o ato sexual é possível ser infectado pelo HIV?

Apesar de o vírus da Aids estar mais presente no esperma, essa não é a única forma do vírus ser transmitido em uma relação sexual. Há, também, a possibilidade de infecção pela secreção expelida antes da ejaculação ou pela secreção da vagina, por exemplo. Os fatores que aumentam o risco de transmissão do HIV, nesses casos, são: imunodeficiência avançada, relação anal receptiva, relação sexual durante a menstruação e presença de outras doenças sexualmente transmissíveis como cancro mole, sífilis e herpes genital.

O beijo, no caso de um dos parceiros ter feridas ou fissuras na boca, é uma via de contágio?

Segundo estudos, não há evidências de transmissão do HIV pelo beijo. Para que houvesse possibilidade de transmissão, seria necessário que houvesse uma lesão grave de gengiva e sangramento na boca. O HIV pode ser encontrado na saliva, porém as substâncias encontradas nela são capazes de neutralizá-lo. Práticas como beijar na boca, fumar o mesmo cigarro, tomar água no mesmo copo, não oferecem riscos.

A prática do sexo oral sem proteção implica risco de infecção pelo HIV?

Se comparado a outras formas de contágio (sexo vaginal, sexo anal e compartilhamento de seringas, por exemplo), o risco relacionado ao sexo oral é baixo. Contudo, oferece riscos maiores para quem pratica (ou seja, o parceiro ativo), dependendo fundamentalmente da carga viral (quantidade do vírus no sangue) do indivíduo infectado e se há presença de ferimentos na boca de quem pratica (gengivites, aftas, machucados causados pela escova de dente). Caso não haja nenhum ferimento na boca, o risco de contágio é menor. Isto se explica, talvez, pela acidez do estômago, que pode tornar o vírus inativo, quando deglutido. No entanto, na prática de sexo oral desprotegido, há o risco de se contrair herpes, uretrite, hepatite B, ou HPV, independente da sorologia do parceiro.