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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Dúvidas mais comuns sobre proteção solar

A proteção contra o sol é necessária mesmo nos dias mais nublados. Mas é claro que essa preocupação aumenta na estação mais quente do ano. O problema é que alguns mitos rondam esse ritual básico de beleza e acabam expondo diversas pessoas a doenças como o câncer de pele. 

Para saber com que intervalo é preciso repassar o filtro, entender a resistência do produto à água e, claro, manter a pele livre dos inconvenientes provocados pelo sol, fique atento às dicas dos dermatologistas Adriana Awada e Ademir Junior. Eles acabam com todos aqueles boatos que você nunca sabe se realmente são confiáveis.

Protetor solar sai na água?Os dermatologistas são categóricos ao dizer que protetores solares saem na água, sim. O médico Ademir Junior explica que até existem protetores que são mais resistentes, mas sempre é preciso repassar o filtro depois de molhar o corpo. Mas faça isso com a pele seca.

Com que intervalo é necessário reaplicar o produto?
Passar o bloqueador uma única vez ao dia não é o suficiente para garantir proteção. "A recomendação oficial é reaplicar a cada duas horas, quando na praia ou piscina", afirma Adriana Awada. "Mas quem transpira muito deve pensar num intervalo mais curto, de acordo com o suor. Sempre que sentir aumento na transpiração, é momento de repassar o produto" explica. 

Protetor solar dá espinha?
Alguns produtos, se não forem usados corretamente, podem causar espinhas. O principal é você descobrir qual o seu tipo de pele, para assim comprar o protetor mais adequado, que não interfira na produção de oleosidade. A regra é:
- Peles oleosas: protetor em gel
- Peles mistas: protetor em gel ou serum
- Peles normais: protetor em loção
- Peles secas: protetor em creme

Em dias nublados o fator de proteção pode ser menor?
Você olha pela janela, vê que o dia não está nada ensolarado e logo diminui o nível de proteção solar? A dermatologista Adriana Awada desaconselha essa atitude, principalmente para pessoas que possuem pele branquinha. O problema é que o fator de risco não se encontra só no sol, mas também na luz. Cerca de 80% dos raios ultravioletas conseguem ultrapassar as nuvens.

O bronzeador oferece algum tipo de proteção?
Todos os bronzeadores apresentam um fator de proteção, que pode variar de FPS 3 FPS a 10, mas os dermatologistas afirmam que isso não é suficiente para proteger a pele das agressões solares. "O fator de proteção do bronzeador é muito baixo, por esse motivo não é aconselhável. Se você usa, deve ter consciência de que sua pele não está protegida", afirma o dermatologista Ademir Junior. 

Deixar o protetor aparecendo no nariz aumenta o fator de proteção?
Cansamos de observar surfistas com o nariz e até mesmo com o rosto todo branco. Algumas mães também costumam fazer isso nas crianças. Os dermatologistas afirmam que deixar uma camada mais grossa de protetor na pele aumenta o nível de proteção do produto. "Se o filtro for branco, além da ação química própria da fórmula, forma-se uma barreira física ao sol (como a que uma camiseta oferece, por exemplo). O branco reflete a radiação solar e aumenta a proteção ao sol.

Como proteger os cabelos das agressões solares?
Os fios também podem ficar protegidos das agressões solares, basta você optar por cremes que possuam protetores na fórmula. "Produtos sem enxágüe com agentes de proteção solar são importantes, afinal não adianta passar um condicionador com FPS e enxaguar o produto na seqüência", afirma Adriana Awada. Esses cremes que protegem os fios do desbotamento e garantem fios bonitos e brilhantes
** Fonte: - Minha Vida No Verão

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Proteja seus olhos das ameaças de verão


A claridade pode causar desde inflamações até o comprometimento da visão.


Os cuidados com a pele, durante o verão, são preocupação bastante difundida, só que as precauções não param aí.

"As pessoas estão começado a se conscientizar de que é preciso cuidar da pele durante o verão, mas esquecem que os olhos também necessitam de cuidados", afirma a oftalmologista Andréa Barbosa, da Clínica de Olhos São Francisco de Assis.

A principal ameaça da estação, sem dúvida, consiste no contato sem proteção com os raios solares.

Entre as alterações mais comuns estão as ceratites (inflamações na córnea), a formação de pterígio (uma espécie de tecido carnoso que cresce sobre a córnea, podendo comprometer a visão) e até problemas graves, sem possibilidades de cura, na retina.

O uso dos óculos escuros ajuda na prevenção, mas sozinhos eles não afastam todas as ameaças. Também é preciso ficar atento aos casos de conjuntivite e também às bactérias presentes na água das piscinas e do mar, assim na areia da praia.

Para garantir que seu verão será completamente livre de qualquer incômodo, tome nota das dicas que seguem.
Óculos de sol - Foto Getty Images
Exposição solar
Para se expor ao sol com segurança, é preciso comprar bons óculos escuros, com certificado de proteção. O uso de acessórios sem lentes devidamente adaptadas é mais perigoso do que, simplesmente, sair por aí com os olhos desprotegidos.

A decisão de compra dos óculos de sol deve levar em conta o nível de proteção contra a radiação ultravioleta (UVA e UVB) que as lentes oferecem: sua visão é preservada, assim como a pele das pálpebras e das bordas palpebrais (um tecido mais fino e, portanto, mais vulnerável ao câncer de pele).

"A luz solar é composta de radiações oriundas do sol e que, em seu conjunto, são formadas pelos raios infravermelhos, ultravioletas e seu espectro visível. Cada um traz malefícios específicos para os olhos", afirma o oftalmologista Renato Braz.  
Proteção sol - Foto Getty Images
Os ultravioletas podem causar queimaduras e câncer (pele das pálpebras), conjuntivites actínicas (conjuntivas), ceratites actínicas (córnea), aceleração da catarata (cristalino) e possibilitar a degeneração macular (retina), por exemplo. Já os infravermelhos podem acelerar a catarata, principalmente nos casos de exposição prolongada.

Os óculos não protegem só porque são escuros. É preciso atentar para a presença dos filtros e o certificado de garantia das lentes. Além disso, tome cuidado para escolher modelos que fecham também as laterais.

Nos ambientes escuros, suas pupilas se dilatam, permitindo a passagem de mais luz. Caso use óculos que deixam a claridade entrar, lateralmente, você fica mais suscetível à ação nociva dos raios. 
Sol - Foto Getty Images
A conjuntivite da estação
As conjuntivites costumam ser mais freqüentes no verão e podem oferecer diversos riscos para a saúde dos olhos. A conjuntivite viral é a mais importante delas, pois é de fácil transmissão e, pelo intenso convívio social desta estação, está mais presente.

Existe também a conjuntivite actínica, causada pela exposição intensa e prolongada à luz solar, sem a devida proteção, levando ao ressecamento e queimaduras da conjuntiva.

"O problema causa dor intensa e fotofobia, levando as pessoas a procurar o serviço de emergência dos hospitais. É muito comum em praticantes de esportes como surf, wind surf, e similares", afirma a oftalmologista Andreá Barbosa. 
Chapéu - Foto Getty Images
Irritou? Cuide da maneira certa 
Ao perceber qualquer irritação nos olhos é preciso tomar providências imediatas, para evitar problemas maiores. Comece lavando bem com água corrente.

Outra dica importante é preferir água mineral ou fervida. "O ideal mesmo é utilizar água corrente, e procurar um médico se o caso persistir.

Colírios só devem ser usados com prescrição médica, já que o uso indevido pode até mesmo piorar o caso", lembra a oftalmologista.

Soro Fisiológico ou água? 
A solução fisiológica nada mais é do que água com sal, sendo assim, fica claro que a água em seu estado puro é mais adequada para o uso ocular.

"Não que o soro seja proibido, na ausência de água limpa ele pode se tornar uma opção viável. Mas evite usar o líquido de um frasco já aberto, mesmo que ele tenha sido conservado em geladeiras. As chances de que ele esteja contaminado por bactérias são  Grande "Diz Andréa".

Proteção para garotada 
As crianças desconhecem os riscos e estão sempre mais expostas aos problemas, por isso os cuidados precisam ser ainda maiores.

Elas estão sempre coçando os olhos e aumentando o contágio de problemas como a conjuntivite. Por isso, é preciso que os adultos fiquem atentos.

Quando a criança reclama de dores ou outros sintomas oculares deve ser imediatamente levada ao especialista.