quarta-feira, 7 de maio de 2008

Alimentos Funcionais – parte I

Introdução

Os alimentos funcionais estão cada vez sendo mais consumidos por que além de fornecerem nutrientes necessários ao organismo possuem propriedades especiais, relacionadas com a promoção da saúde, podendo reduzir os riscos das doenças, principalmente as crônicas, que mais acometem as populações mundiais como o câncer, obesidade, hipertensão arterial, diabetes mellitus e doenças cardiovasculares.

Nos últimos anos a ciência da nutrição tem tomado outro rumo, novas fronteiras se abrem ligando a nutrição e medicina com o surgimento de alimentos funcionais. O termo funcionalidade significa a propriedade do alimento que vai além de fornecer nutrientes. É um conceito até certo ponto novo e que tem variados alcances e uma vasta nomenclatura: nutracêuticos, alimentos de desenho, alimentos para uso médico, alimentos para uso saudável, entre outras.

O consumo desses alimentos vem aumentando bastante, como resultado de uma preocupação individual com a saúde. Porém, alguns alimentos não possuem ação científica comprovada, devido à grande variedade de alimentos existentes e às inúmeras etapas de avaliações necessárias para comprovar seus efeitos.

As doenças crônicas que mais preocupam, principalmente os países desenvolvidos, estão muitas vezes associadas com a dieta: câncer, obesidade, hipertensão, doenças cardiovasculares. No entanto, devido à complexidade dessas citadas inter-relações entre os componentes dos alimentos, traçar uma relação de causa e efeito inequívoca e definitiva é praticamente impossível. Os alimentos funcionais correspondem a aproximadamente 7% do mercado mundial de alimentos. Assim, neste primeiro artigo sobre os alimentos funcionais, procuramos abordar alguns alimentos funcionais que tem sua atividade razoavelmente estudada.

Fibra Alimentar (FA)

FA é a parte comestível de plantas ou carboidratos análogos, que são resistentes à digestão e à absorção no intestino grosso de seres humanos. A FA inclui polissacarídeos, oligossacarídeos, lignina e substâncias associadas de plantas. A FA promove efeitos fisiológicos benéficos, facilita a evacuação, diminui o colesterol sanguíneo e a glicose sanguínea.

(Só a título de curiosidade e para que saibam que não dá para sair comendo achando que tem fibra e é suficiente.) "O nosso organismo, necessita por dia de fibras solúveis e insolúveis, para ingerir a qt. só de insolúveis usando alimento, vamos para o Pão integral, ele é rico em fibras, vc precisaria comer 37 fatias dia. Isso é inviável porque junto estaria ingerindo uma quantidade absurda de Aminoácidos e proteínas, que invariavelmente iam contribuir para a” engorda" então cuidado."

Alguns componentes dessas fibras são denominados prebióticos, chegando intactos ao intestino grosso, sem ter sofrido nenhum tipo de degradação ou absorção, e lá são metabolizados seletivamente, por um número limitado de bactérias denominadas benéficas. Estas são assim chamadas, pois alteram a microbiota do cólon, gerando uma microbiota bacteriana saudável, capaz de induzir efeitos fisiológicos importantes para a saúde.

Pesquisas realizadas nos últimos 25 anos demonstraram que os efeitos das fibras, sobre o trato gastrintestinal, têm importantes conseqüências metabólicas que podem resultar em redução do risco de doenças como câncer, diabetes mellitus (tipo 2) e doenças cardiovasculares.

A Fibra Alimentar, também atua das seguintes formas:

  • Reduz os níveis de colesterol plasmático e das lipoproteínas de baixa densidade (LDL – colesterol), sendo que somente as fibras com alta viscosidade apresentam essa característica.
  • Reduzindo a velocidade de esvaziamento gástrico pelo aumento do nível de um hormônio chamado colecistoquinina (CCK), auxiliando numa menor absorção da glicose e das gorduras, pois essa absorção é feita de modo mais lento, sendo associado a um melhor controle glicêmico, em pacientes diabéticos.
  • Melhora as funções do intestino grosso por meio de redução de tempo de trânsito, aumento do peso e freqüência das fezes.
  • Os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), produzidos pela fermentação da FA no intestino, estão associados à manutenção da mucosa do intestino, sendo um fator de proteção contra o câncer de cólon.

As principais fontes de fibras são grãos (aveia, cevada e centeio), Frutas (maçã, limão, laranjas, lima), vegetais, legumes e tubérculos.

Prebióticos e Probióticos

Os prebióticos e os probióticos são atualmente os aditivos alimentares, que compõem os alimentos funcionais, estando geralmente presentes em produtos como iogurtes naturais ou industrializados. Prebióticos são componentes alimentares não digeríveis, que afetam beneficamente o hospedeiro, por estimularem seletivamente a proliferação ou atividade de bactérias habitantes normais do intestino grosso. Adicionalmente, o prebiótico pode inibir a multiplicação de patógenos, garantindo benefícios adicionais à saúde do hospedeiro. Esses prebióticos são fibras como a inulina e o fruto oligossacarídeo, ingeridas na dieta e fermentadas no intestino pela microbiota intestinal. As principais fontes de inulina e oligofrutose, empregadas na indústria de alimentos são a chicória (Cichorium intybus) e a alcachofra de Jerusalém (Helianthus tuberosus).

Os probióticos são microrganismos vivos, administrados em quantidades adequadas, que conferem benefícios à saúde do hospedeiro. A influência benéfica dos probióticos, sobre a microbiota intestinal humana, inclui fatores como efeitos antagônicos, competição e efeitos imunológicos, resultando em um aumento da resistência contra patógenos.

Efeitos atribuídos aos Probióticos e Prebióticos

Os benefícios à saúde conferidos pelos probióticos são: Controle da microbiota intestinal; estabilização da microbiota intestinal após o uso de antibióticos; promoção da resistência gastrintestinal à colonização por patógenos; diminuição da população de patógenos através da produção de ácidos acético e lático, de bacteriocinas e de outros compostos antimicrobianos; promoção da digestão da lactose em indivíduos intolerantes à lactose; estimulação do sistema imune; alívio da constipação; aumento da absorção de minerais e produção de vitaminas. Embora ainda não comprovados, outros efeitos atribuídos a essas culturas são a diminuição do risco de câncer de cólon e de doença cardiovascular.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Obesidade e Asma.

Já que venho falando de Obesidade, e que sabidamente isto é uma doença, e trás com ela males que por si só matam mais que as drogas e o fumo juntos, até mesmo que os AVC. continuemos na mesma linha de pensamento por mais algum tempo.

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Obesidade e asma

Qual o impacto destas doenças na saúde da população?

Nos últimos anos, tem-se observado um aumento dos erros alimentares, do sedentarismo e do aumento de peso, em paralelo ao aumento das doenças associadas. A obesidade tornou-se um problema de saúde pública nos Estados Unidos e em diversos países, o que inclui a prevalência de sobrepeso em crianças e adolescentes. No Brasil, o aumento da obesidade também é progressivo. Diversos estudos têm demonstrado associação entre obesidade, asma, sintomas respiratórios.

Qual a relação entre obesidade e asma?

A obesidade é uma doença complexa que leva a complicações metabólicas e cardiovasculares, e os componentes inflamatórios da obesidade podem conduzir a um risco aumentado para asma. Uma substância desencadeadora de reação inflamatória (Leptina), produzida pelo tecido adiposo, foi associada com asma em crianças. Um estudo de 188 crianças e adolescentes mostrou que o nível sérico de colesterol foi maior no grupo de asmáticos do que nos indivíduos saudáveis, e que os pacientes asmáticos eram significativamente mais obesos do que os não-asmáticos. Neste estudo, a hipercolesterolemia (aumento de colesterol no sangue) e a obesidade aumentaram a probabilidade de asma.

É importante entender o mecanismo da relação entre obesidade e asma, uma vez que a prevalência da obesidade é extremamente alta entre crianças que vivem em ambientes urbanos, onde a prevalência de asma é particularmente alta. Em crianças escolares e adolescentes, foi observada a associação entre hiper-responsividade da via aérea, atopia (tendência hereditária à manifestações alérgicas) e obesidade. No sul do Brasil, um estudo de observação com adolescentes mostrou a existência de uma associação de risco entre obesidade e a prevalência e gravidade da asma, um achado predominante em meninas. Obesidade é um forte indicador de que a asma na infância seja recorrente na adolescência. Além disso, mais de 75% dos pacientes que vão a um serviço de emergência para asma apresentam sobrepeso ou obesidade.

As principais complicações respiratórias da obesidade incluem dificuldade respiratória e elevado trabalho de respiração. As principais complicações circulatórias são o maior volume sangüíneo total e pulmonar, alto débito cardíaco e elevada pressão diastólica (pressão arterial mínima). Pacientes com obesidade são fortes candidatos a desenvolver síndromes de dificuldade respiratória e apnéia do sono. Pacientes obesos apresentam, com maior freqüência, sintomas de dispnéia (dificuldade respiratória) e menor capacidade ao exercício, importantes para a qualidade de vida. Menos musculatura, mais dor articular e fricção da pele são importantes determinantes de menor capacidade para exercícios, além dos efeitos cardiopulmonares da obesidade. Redução de peso e atividade física são meios efetivos para reverter essas alterações.

O que se pode fazer:

Asma e obesidade têm significante impacto na saúde dos indivíduos e o aumento de casos de asma tem sido associado com os de obesidade. O fato de asma e obesidade apresentarem, em alguns estudos, uma relação de associação significativa não indica, necessariamente, que a obesidade seja a causa da asma.

No entanto, observa-se em diversos estudos que existe associação de risco para obesidade e asma, o que deve encorajar pacientes asmáticos a buscar auxílio para a reeducação alimentar e intervenções no estilo de vida, em que o papel da dieta poderá ser avaliado quanto à melhoria da qualidade de vida.

terça-feira, 29 de abril de 2008

TRANSTORNO DO COMER COMPULSIVO

" É Bom lembrarmos que em nada eu consigo substituir a nossa Queria amiga Carol de:http://operacaometamorfose.blogspot.com/, porém como tecnicamente essa nossa Amiga está uns dia fora do ar, pois não tem net em casa, deixa que eu tente, inserir algumas publicações que acredito seja do interessa da maioria, e assim deixe sempre alguma informação interessante."

O ARTIGO EM SI:

Sinônimos:

Comer compulsivo, ataques de comilança

O que é?

O transtorno do comer compulsivo vem sendo reconhecido, nos últimos anos, como uma síndrome caracterizada por episódios de ingestão exagerada e compulsiva de alimentos, porém, diferentemente da bulimia nervosa, essas pessoas não tentam evitar ganho de peso com os métodos compensatórios. Os episódios vêm acompanhados de uma sensação de falta de controle sobre o ato de comer, sentimentos de culpa e de vergonha.

Muitas pessoas com essa síndrome são obesas, apresentando uma história de variação de peso, pois a comida é usada para lidar com problemas psicológicos. O transtorno do comer compulsivo é encontrado em cerca de 2% da população em geral, mais freqüentemente acometendo mulheres entre 20 e 30 anos de idade. Pesquisas demonstram que 30% das pessoas que procuram tratamento para obesidade ou para perda de peso são portadoras de transtorno do comer compulsivo.

O que se sente?

Episódios de ingestão exagerada de alimentos.
Comer mesmo sem ter fome.
Dietas freqüentes.
Flutuação do peso.
Humor deprimido.
Comer em segredo por sentimento de vergonha e culpa.
Obesidade.

Complicações médicas

Pressão alta.
Aumento do colesterol.
Diabete.
Complicações cardíacas.

Causas

As causas desse transtorno são desconhecidas. Em torno de 50% das pessoas têm uma história de depressão. Se a depressão é causa ou efeito do transtorno, ainda não está bem claro. Muitas pessoas relatam que a raiva, a tristeza, o tédio, a ansiedade e outros sentimentos negativos podem desencadear os episódios de comilança. Embora não esteja claro o papel das dietas nesses quadros, sabe-se que, em muitos casos, os regimes excessivamente restritivos podem piorar o transtorno.

Como se trata?

O transtorno do comer compulsivo desenvolve-se a partir da interação de diversos fatores predisponentes biológicos, familiares, socioculturais e individuais. O seu tratamento exige uma abordagem multidisciplinar que inclui um psiquiatra, um endocrinologista, uma nutricionista e um psicólogo. O objetivo do tratamento é o controle dos episódios de comer compulsivo através de técnicas cognitivo-comportamentais e de um acompanhamento nutricional para restabelecer um hábito alimentar mais saudável. A psicoterapia dinâmica ou a interpessoal podem ajudar o paciente a lidar com questões emocionais subjacentes. O acompanhamento clínico faz-se necessário pelos riscos clínicos da obesidade. As medicações antidepressivas têm se mostrado eficazes para diminuir os episódios de compulsão alimentar e os sintomas depressivos.

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Autores: Dra. Ana Luiza Galvão
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