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sábado, 9 de abril de 2011

Meus exercícios matinais.

Não é segredo para ninguém a minha predileção pelo exercício ao nascer do dia e isso vem desde muito novo diria até desde criança. Hoje, no meu passeio ciclistico matinal onde normalmente dou com dia para o sol e publico no facebook, me deparei com essa placa. Se tiverem dificuldade em ler, ela diz "HOJE Dobradinha 20 Horas".

Depois temos notícias de que a OMS (organização mundial de saúde)já consagrou a OBESIDADE como uma epidemia Mundial, Mas nós é quem precisamos de resolver isso precisamos conscientizar as pessoas que Dobradinha ou Buchada de Bode ou Feijoada o lá a festança que seja, é coisa para se fazer ao meio dia, não, não acho que deva ser excluído do cardápio das pessoas e nem mesmo dos que querem reduzir peso, o que não pode é Um Prato altamente calórico e de difícil digestão ser servido à noite. 

Façam cada um a sua parte e vamos contribuir para a diminuição da Epidemia que hoje, já é a causa mortis nr. um do mundo.


BOM FIM DE SEMANA - 
BJKS....

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Meditação muda estrutura do cérebro, diz estudo


QUERO CHAMAR A ATENÇÃO DE TODOS PARA UM FATO DE SUMA IMPORTÂNCIA E QUE CADA VEZ MAIS ESTÁ SENDO DIFUNDIDO. Graças a Deus.

MEDITAÇÃO

De olhos fechados, em silêncio e, de preferência, sentados, os praticantes da meditação de atenção plena devem se concentrar em apenas uma coisa: a respiração.

A técnica é antiga, da tradição budista, mas começou a ser mais difundida depois de ter sido usada em um curso não religioso de redução de estresse, criado em 1979 por Jon Kabat-Zinn, professor da Escola Médica da Universidade de Massachussets.

Os benefícios da técnica, conhecida também como "mindfulness", já foram relatados em vários estudos. A lista vai da melhora de sintomas de esclerose múltipla (como diz estudo publicado na "Neurology") à prevenção de novos episódios de depressão (demonstrada em artigo na "Archives of General Psychiatry").

Mas, agora, um estudo mostra, pela primeira vez, os efeitos provocados por essa meditação no cérebro. A pesquisa, publicada hoje na "Psychiatry Research: Neuroimaging", foi feita pela Harvard Medical School, nos EUA, em conjunto com um instituto de neuroimagem da Alemanha e a Universidade de Massachussets.

E o mais importante: as mudanças ocorreram em apenas oito semanas de meditação em praticantes adultos iniciantes. As conclusões foram feitas após comparações entre as ressonâncias magnéticas dos que praticaram a meditação e de um grupo-controle que não fez as aulas.

Outros estudos já haviam sugerido que a meditação causa mudanças no cérebro. Mas eles não excluíam a possibilidade de haver diferenças preexistentes entre os grupos de meditadores experientes e não meditadores. Ou seja, não era possível afirmar se os efeitos eram causados pela prática.

MENOS ESTRESSE

Todos os 16 participantes da pesquisa, com idades de 25 a 55 anos, deveriam obedecer a um critério: não ter feito nenhuma aula de meditação "mindfulness" nos últimos seis meses ou mais de dez aulas em toda a vida. Eles frequentaram oito encontros semanais, com duração de duas horas e meia. Também foram instruídos a fazer 45 minutos de exercícios diários e a praticar os ensinamentos da meditação em atividades do dia a dia, como andar, comer e tomar banho.

Para avaliar as mudanças, todos os participantes e o grupo-controle fizeram ressonâncias magnéticas antes e depois do período de aulas. Os exames iniciais não indicaram diferenças entre grupos, mas as ressonâncias feitas após o curso mostraram um aumento na concentração de massa cinzenta no hipocampo esquerdo naqueles que haviam meditado. Análises do cérebro todo revelaram mais quatro aumentos de massa cinzenta: no córtex cingulado posterior, na junção temporo-parietal e mais dois no cerebelo.

BENEFÍCIOS

Britta Hölzel, pesquisadora da Harvard Medical School e uma das autoras do estudo, disse à Folha que isso pode significar uma melhora em regiões envolvidas com aprendizagem, memória, emoções e estresse. O aumento da massa cinzenta no hipocampo é benéfico porque ali há uma maior concentração de neurônios, afirma Sonia Brucki, do departamento científico de neurologia cognitiva e do envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia.

"Antes, acreditava-se que a pessoa só perdia neurônios durante a vida. Agora, vemos que podem brotar em qualquer fase da vida, e determinadas atividades fazem a estrutura do cérebro mudar." Isso significa que o cérebro adulto também é plástico, capaz de ser moldado.

No ano passado, um estudo dos mesmos pesquisadores já mostrava redução da massa cinzenta na amígdala cerebral, uma região relacionada à ansiedade e ao estresse, em pessoas que fizeram meditação por oito semanas.

Mas qualquer um que começar a meditar amanhã terá esses mesmos efeitos benéficos em algumas semanas? "Provavelmente sim", diz a neurologista Sonia Brucki. Ela ressalta, no entanto, que a idade média dos participantes da pesquisa é baixa e, por isso, não dá para afirmar com certeza que isso acontecerá com pessoas de todas as idades.

Agora, a pesquisadora Britta Hölzel quer entender como essas mudanças no cérebro estão relacionadas diretamente à melhora da vidas das pessoas. "Essa é uma área nova, e pouco se sabe sobre o cérebro e os mecanismos psicológicos relacionados a ele. Mas os resultados até agora são animadores."

Na fotografia: Bia Farah, 51, que pratica meditação há 10 anos.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

OBESIDADE OU SOBREPESO

Diagnóstico
O diagnóstico da obesidade se dá pelo cálculo do IMC (calcule o seu gratuitamente) e pelo índice abdômen/quadril. Os valores estão passando por uma revisão e variam conforme a etnia, mas nas mulheres esse número não deve passar de 88 centímetros e, nos homens, de 102.Eu trabalho com os 88 para mulheres sim e com 94 para os Homens. Acima disso indicam a presença de obesidade central -- também chamada de abdominal ou visceral. Este depósito de gordura é particularmente nocivo para o coração pois essas células gordurosas são justamente as primeiras aserem quebradas para manter o metabolismo corporal. E dessa reação sobram moléculas que desencadeiam um aumento das gorduras na corrente sangüínea.


Causas 
A obesidade é uma doença complexa. Não existe uma única causa ou cura. Você ganha peso quando você ingere mais calorias do que queima. Mas a obesidade é influenciada por muitos outros fatores como: histórico familiar,(Pura Balela, tal como a tal de hereditariedade, isso não existe, o que é fato é que nossos avós ensinaram nossos Pais que passaram para nós, no tempo do avós não havia sedentarismo logo a queima calórica era muito grande e a alimentação era de acordo com essa necessidade, como as calorias ingeridas eram queimadas eles eram saudáveis e não engordavam o RESTO É HISTÓRIA de OPORTUNISTA. Isto passado para nossos pais que já tiveram menos necessidade de se movimentar fez com que eles se tornassem digamos (fofinhos).Para nós que temos carros aviões escadas rolantes e um sem número de outros estorvos a que chamam comodidades, a dieta caiu como uma ração para engorda. O que acontece na realidade é que as pessoas precisam começar a rever o que foram ensinados a ingerir.) o tipo de trabalho que faz, a raça e o ambiente. 

Comer demais é muito fácil nos dias de hoje. As porções de fast-food e restaurantes são muito grandes, ao ponto que uma refeição é capaz de lhe dar calorias suficientes para o dia inteiro. 
A comida 

também é um foco de atividades sociais. Unir familiares e amigos sempre está relacionado a comidas. E comer também pode ser acolhedor quando você está estressado ou deprimido, porém não necessariamente. 
 
Além disso, as pessoas estão menos ativas (Aqui sim é sério e real). Algumas pessoas odeiam fazer exercícios e outras simplesmente não têm tempo. Muitos aparelhos que usamos também reduzem a atividade diária: elevador, controle remoto, carro, etc. Mesmo pequenas mudanças, como passear com o cachorro, podem fazer diferença. Andar com o cachorro por meia hora queima 125 calorias. Lavar o carro, 300 calorias. Outras coisas que podem afetar seu peso são o histórico familiar e a genética. Se um dos seus pais é obeso, você tem três vezes mais tendência a se tornar obeso do que pessoas com pais no peso certo. Os hábitos alimentares de sua família e de seus amigos também podem influenciar no seu peso. Outras coisas também podem ajudar no ganho de peso: 

Baixa auto-estima: estar acima do peso pode baixar sua auto-estima e levar você a comer como um jeito de se sentir mais confortável. Falhar várias vezes com as dietas também pode trazer problemas, tornando mais difícil perder peso
Preocupações emocionais: estresse, ansiedade ou doenças como a depressão ou a síndrome do pânico levam as pessoas a comer mais. Alguns comem para se acalmar, para evitar lidar com o problema ou para amortecer emoções negativas 
Trauma: eventos traumáticos, como abuso sexual, físico ou emocional; a perda de um ente da família ou problemas no casamento podem contribuir para você comer mais 
Álcool: bebidas alcoólicas possuem uma quantidade muito grande de calorias. Além disso, podem fazer você ganhar mais peso ao redor do estômago 
Remédios: alguns medicamentos e até doenças podem levar ao ganho de peso. São exemplos a Síndrome de Cushing e o hipotireoidismo. Ou tomar antidepressivos e corticóides. 

Riscos da obesidade 
A forma como a obesidade pode afetar sua saúde depende de várias fatores, como sua idade, sexo, a quantidade de gordura do corpo e o quão ativo você é. Por exemplo, se você já tem uma idade avançada, mas pratica exercícios físicos regularmente, tem um risco menor de desenvolver doenças relacionadas ao peso do que jovens sedentários. 

Risco de doençasSe você está obeso, tem mais chances de desenvolver diabetes do tipo 2, pressão alta, colesterol e triglicérides altos, doenças coronarianas, derrame e apnéia, entre outras coisas. Com a perda de peso, o risco cai. O local onde seu corpo acumula gordura também é importante. Se a gordura se concentra ao redor do estômago, você tem maior propensão a desenvolver diabetes do tipo 2, pressão alta, colesterol alto e doenças coronarianas do que pessoas magras ou com gordura localizada no quadril (o chamado formato de pêra). 

Fazendo mudanças 
Para fazer grandes mudanças em sua vida, você precisa estar bastante determinado. Pergunte a si mesmo se esta é a hora certa. Você está pronto para se comprometer com um plano e segui-lo? Tem o apoio dos amigos e da família? Conversou com o seu médico sobre quais devem ser seus primeiros passos? Peça ajuda a seu médico para: 

Identificar os fatores que fazem você ganhar peso 
Encontrar remédios que você esteja tomando e que possam estar atrapalhando na perda de peso Fazer mudanças no estilo de vida e não dietas 

Seu médico pode lhe recomendar a ajuda de alguns profissionais: 
Um nutricionista pode dizer quantas calorias por dia você precisa e qual a melhor forma de obtê-las
Um professor de educação física pode lhe dar um programa de exercícios que seja seguro e eficiente 
Um terapeuta ou psiquiatra podem ajudar a resolver problemas emocionais, como depressão e ansiedade. Também podem ser úteis para casos de abuso sexual, problemas familiares ou vícios 
Um cirurgião pode ser necessário se o seu médico julgar importante uma cirurgia de estômago 

Quando você estiver pronto para iniciar as mudanças, não tarde em começá-las. Qualquer coisa que você possa fazer que seja mais saudável do que o que vinha fazendo é um passo na direção certa. Estabeleça pequenos objetivos. Mas suas metas precisam ser específicas, com um ponto de chegada e com uma certa flexibilidade para que você fuja delas de vez em quando. 

Um objetivo de comer melhor e fazer mais exercícios é muito geral. Em vez disso, fale que fará exercícios de 3 a 4 vezes por semana. Talvez seja bom começar com uma caminhada de 15 minutos três vezes por semana e aí aumentar para quatro vezes. Quando atingir essa meta, imponha-se outra. Perceba, porém, que haverá contratempos. O importante é que eles não o tirem do seu objetivo. Pense em algum momento em que você conseguiu cumprir alguma meta e lembre-se do que o motivou.

Tente colocar uma motivação semelhante agora e coloque objetivos pequenos e reais. Alcançar o sucesso, mesmo em pequenas coisas, é importante. Assim que você conseguir cumprir algo, coloque outras meta. Se você acha que não está pronto para as mudanças, tente escolher uma data futura. Marque uma consulta com o médico e discuta isso com ele. Nesse meio tempo, você pode avaliar quais mudanças pretende fazer em sua vida. 

ExamesAlém do check-up tradicional, você pode fazer outros exames para monitorar sua saúde. Seu médico pode querer exames de sangue para verificar o diabetes tipo 2, a tireóide, problemas no fígado e os níveis de colesterol e triglicérides. O médico também irá checar a pressão, perguntar sobre os remédios que você está tomando, discutir o histórico familiar, o quão ativo você é, o quanto ingere de bebidas alcoólicas, o histórico de ganho de peso e quantas vezes você já tentou perder peso. Sabendo o tamanho de sua cintura com o Índice de Massa Corpórea (IMC) o médico poderá determinar seu risco de desenvolver outras doenças.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Cortando o Mal pela Raiz


Trocar a amamentação por comida favorece a obesidade infantil;


Uma pesquisa realizada pelo Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos, revelou que os bebês que têm comida sólida introduzida na alimentação antes dos quatro meses estão propensas a desenvolver obesidade. No entanto, isso só atinge crianças que nunca foram amamentadas no peito ou que tiveram a amamentação interrompida antes do quarto mês de idade. 

Para realizar o estudo, os pesquisadores analisaram mais de 840 crianças que participaram do Project Viva, que acompanhava mães desde o momento do parto até os três anos de idade do bebê. 

Os pesquisadores observaram que as crianças que começaram a comer comida antes dos quatro meses de idade tinham seis vezes mais chances de se tornarem obesas, quando atingissem o terceiro aniversário. 
Os autores do estudo, por sua vez, disseram que não está claro o motivo pelo qual este grupo de crianças está mais propenso à obesidade. Contudo, eles declaram que mães que amamentaram os filhos com o leite materno puderam perceber que os seus bebês se sentiam mais saciados. Enquanto que as mamães que preferiam alimentá-los com comida ou papinhas não puderam afirmar o mesmo. 

Os médicos afirmam que a questão faz com que os pais reflitam sobre os hábitos alimentares de sua família, como limitarem o consumo de fast-food das crianças. Ensinar os filhos a comer verduras e vegetais antes dos doces também é essencial. 

Um outro estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos descobriu que as crianças alimentadas com mamadeira logo nos primeiros meses de vida apresentaram tendência a comer mais durante a infância do que aqueles que são alimentados exclusivamente pela amamentação. O leite materno possui componentes como leptina e adiponectina, que ajudam a regular o apetite e o metabolismo.
Sete medidas que beneficiam a amamentação 
1. Coma bem: é importante que a mãe tenha uma alimentação saudável durante o período de amamentação. Boas doses de proteína podem ser encontradas em leite e carnes, e não esqueça do carboidrato, para dar energia. Alimentos chamados galactogogos, como chá de erva-doce e caldo de cana aumentam a produção do leite. 

2. Se o leite empedrar: o melhor meio de prevenir é deixar o beber mamar bastante ou retirar o leite com as mãos ajudam a esvaziar o peito. 

3. Cuide do seio: é comum desenvolver fissuras no bico do peito com a amamentação. A pele da aréola é fina e sensível e os fortes movimentos de sucção do bebê podem causar rachaduras e muita dor. Tomar banhos de sol e passar bucha na região ajuda a engrossar a pele. Passar um pouco do próprio leite em cima da ferida, ajuda na cicatrização. 

4. Flacidez nos seios: devido ao esticamento da pele dos seios, que aumentam muito de volume, podem aparecer estrias e o tecido pode ficar flácido. Para prevenir, capriche na hidratação e use sutiãs que ofereçam boa sustentação. 

5. A posição correta: para evitar que o bebê engasgue, posicione-o na mesma altura do mamilo, com a cabeça repousada no antebraço. Se a criança for maior e estiver irrequieta, segure-a por trás dos ombros. O bebê deve ser capaz de alcançar o peito facilmente, sem precisar se esticar, nem girar a cabeça. 

6. Leite espesso não é mais saudável: a consistência mais aguada do leite materno não significa que seja menos nutritivo do que o de vaca, por exemplo. Se a mãe mantém uma dieta equilibrada e oferece o peito sempre que o bebê pede, vai produzir leite de qualidade. 

7. Pulmão forte: estudo da Universidade de Southampton, na Inglaterra, mostrou que a amamentação ajuda a reforçar a saúde dos pulmões. Analizando 1.500 bebês, constatou-se que os que mamavam no peito tinham melhor funcionamento do pulmão. 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Hora do lanche saudável

A obesidade infantil é uma fonte de muita preocupação.As crianças estão ganhando excesso de peso cada vez mais cedo. 


Ficar acima do peso produz muitos sentimentos negativos, tais como desapontamento, frustração, depressão e baixa auto-estima. Para piorar a situação, esses sentimentos podem provocar o desejo de comer mais, pois a comida se confunde cada vez mais com uma fonte de prazer.

Emagrecer requer um esforço consciente. Quando se trata de crianças, esse esforço pode ser bastante difícil de ser realizado, fazendo com que o planejamento de suas refeições pelos responsáveis se torne muito importante.

Em vários estados do Brasil foram promulgadas normas para que as cantinas escolares ofereçam alimentos saudáveis aos alunos. Proíbem a venda de refrigerantes, salgadinhos e balas, que estão na lista das guloseimas preferidas pela meninada. Nas escolas em que a merenda é distribuída gratuitamente, os alimentos servidos sofrem uma fiscalização.

Um problema fora de controle e à margem da legislação é o comércio de alimentos ao redor das escolas, praticado principalmente por ambulantes. Regulamentar esse tipo de atividade parece ser a melhor solução para o problema.

Outra dificuldade é que as restrições impostas pelas leis não acompanham o dinamismo da indústria de alimentos, que a cada dia lança novos produtos. A restrição da venda de certos produtos nas cantinas escolares não impede que as crianças e adolescentes continuem consumindo alimentos muito calóricos e pobres em nutrientes. Os próprios alunos levam de casa esses alimentos. Por isso é necessário conscientizar os educadores, os pais e os próprios alunos para que a alimentação saudável se torne uma opção para melhorar a qualidade de vida.

O ideal é que essa opção tenha origem nas próprias crianças e adolescentes. Para isso, os adultos devem incentivar e criar condições para que as informações sobre a importância de uma alimentação equilibrada cheguem até as crianças. A teoria deve estar de acordo com a prática: o acesso fácil aos alimentos saudáveis deve fazer parte da rotina de casa e dos lanches escolares. Não adianta falar sobre os benefícios de trocar o chocolate por uma pêra se esse alimento não estiver disponível para as crianças.

Nas escolas, novas normas estão substituindo salgados fritos por assados, refrigerantes por sucos e doces por barras de cereais. As que já adotaram essa prática observam a fácil adaptação das crianças ao novo cardápio. Infelizmente, para muitas mães é mais fácil colocar na lancheira do filho um pacote de salgadinho e um refrigerante, ao invés de preparar um sanduíche natural e um suco de frutas.

No futuro, provavelmente mãe e filho sofrerão as conseqüências da obesidade infantil, que não é fácil de ser controlada. O tempo economizado no preparo de um lanche inadequado e calórico será gasto com idas e vindas ao nutricionista e, muitas vezes, ao psicólogo.

O alimento está presente nas relações humanas desde o início da vida. O aleitamento materno está diretamente relacionado com o afeto. É bastante comum que diante de insatisfações e necessidades, algumas pessoas procurem resolver seus conflitos através de uma alimentação inadequada, fazendo com que o excesso e a má qualidade dos alimentos provoquem sobrepeso e obesidade.

É preciso encontrar o equilíbrio do corpo e da mente. Para isso, as crianças e os jovens devem receber toda atenção e cuidado com a sua alimentação, para que possam ter melhor qualidade de vida quando se tornarem adultos. A volta às aulas é um bom momento para reformular os hábitos alimentares da garotada.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Obesidade, vítima ou indolente???

Seria o obeso uma vítima?

Engordamos quando comemos mais do que gastamos. Isso é um fato, incontestável.Enquanto não assumimos isso como a realidade que é, procuramos desculpas e pioramos os quadros. Mesmo assim, a maioria das pessoas não reconhece como sua a responsabilidade pelo ganho de peso. Há sempre uma justificativa, fora do seu controle, para o curso progressivo da obesidade. O pior é que há uma crença, generalizada, de que esse estado de coisas vem impondo a algumas pessoas a triste sina de uma doença. Trazendo consigo estigma e limitações.

Quando observamos a literatura médica, lá estão, novamente, as explicações para o avanço da obesidade, sempre com um foco em industrialização dos alimentos, globalização, stress, carga horária extenuante e estilo de vida. Justificativas que apresentam o obeso como vítima e retiram dele suas chances de mudar sua história.

Apesar de bem conhecida a natureza multifatorial da obesidade, ainda se fala em poder aditivo dos alimentos industrializados e de uma força demoníaca que nos faz comer sem parar. Até quando continuaremos culpando forças sobrenaturais e alheias à nossa vontade para justificarem nossas escolhas alimentares? Questiona o Dr David Gratzer, médico do Manhattan Institute. O pessimismo é tamanho, que alguns estudiosos do assunto aconselham os governos a desistirem dos adultos, pois eles não teriam mais salvação e focarem seus esforços nas crianças.

Vendo por esse lado, o obeso seria uma grande vítima. Governos, escolas, indústrias de alimentos e agronegócios, supermercados, redes de fast food e até a poluição do ar estariam conspirando contra ele. Como se fosse possível que lhe fosse retirado todo o poder de escolha. Essa cultura de "vitimização" do obeso retira dele a sua responsabilidade pelo quadro de obesidade e ensina-o a pensar que o seu mal seria causado por fatores externos à sua vontade e que alguém deveria dar a ele a solução.

De acordo com o IBGE em seu recente Censo, o Brasil, como todos os demais países emergentes, vem liderando o ritmo de crescimento dos índices de sobrepeso e obesidade em todo o mundo. Por aqui, cerca de 50% dos adultos e 30% das crianças e adolescentes encontram-se acima do peso normal. Nos Estados Unidos, as estatísticas dão conta de que o número de obesos tende a dobrar nos próximos 25 anos. O saldo disso tudo é uma conta amarga de se pagar, tanto para os governos, quanto para a sociedade civil, com o alto custo do tratamento das complicações da obesidade.

A verdade é que a grande maioria dos casos de obesidade poderia ser prevenida. Os governos não podem se omitir. As escolas devem dar sua contribuição e os subsídios devem premiar os alimentos saudáveis, normalmente mais caros, e taxar, duramente, os alimentos ricos em gordura e açúcar. Além disso, cada um de nós deve fazer sua parte, entendendo que a responsabilidade é primordialmente nossa e que uma escolha alimentar ruim é, quase sempre, fruto de uma opção pessoal.

Os entraves ao tratamento da obesidade são mesmo difíceis de serem transpostos. Tratamentos milagrosos, falsos remédios, profissionais inescrupulosos dão sempre a impressão de que não há mesmo saída, pois enchem de ilusão e desilusão o sonho de perder peso. A opção pela estética e não pela saúde agrava ainda mais a perspectiva do obeso em alcançar seus objetivos, principalmente quando ele tem metas impossíveis de serem alcançadas.

Sabemos que, ao longo da vida, pequenos ganhos de peso podem causar lesões irreversíveis. Por outro lado, sabemos também que perdas consideradas pequenas, causam grandes benefícios à saúde. Um exemplo disso é a taxa de 60% de prevenção de diabetes entre pessoas susceptíveis, através de programas de mudança de estilo de vida envolvendo pequena perda de peso e atividade física leve.

Mesmo que as políticas públicas fossem suficientes e autônomas para impedir a veiculação de propagandas de alimentos engordativos. Mesmo que proibissem o excesso de açúcar e gorduras dos alimentos. Mesmo que fosse obrigatória uma hora de atividade física diária para as pessoas em geral, nada seria eficaz caso as vítimas da obesidade continuassem se omitindo do seu papel principal no combate à obesidade. Assim, enquanto procurarmos um culpado para a obesidade sem incluir o próprio obeso, continuaremos impossibilitados de combater esse mal.

E você, como vê suas escolhas? Você sente que elas são influenciadas ou até conduzidas pela mídia, pela correria da vida moderna e pelas redes de "fast food"? Sente-se vítima? Como vê o seu papel na prevenção e tratamento da obesidade? Dê sua opinião.

A Verdade Nua e crua. ENGORDAMOS APENAS E TÃO SOMETE PORQUE INGERIMOS MAIS CALORIAS DO QUE QUEIMAMOS,  o resto são desculps estúpida que só fazem aumentar o fracasso de quem as USA.

sábado, 4 de setembro de 2010

Quase metade dos brasileiros está acima do peso



Segundo pesquisa do IBGE, 50,1% dos homens estão com sobrepeso; entre as mulheres o percentual é de 48%
AGÊNCIA BRASIL
Mais homens estão acima do peso que mulheres. É o que constata a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que avaliou as medidas de 188 mil pessoas no país. Divulgada nesta sexta-feira (27), a pesquisa mostra que 50,1% dos homens estão com excesso de peso, enquanto entre as mulheres o percentual é de 48%. 

Fator de risco para a saúde, o problema tem aumentado entre os adultos desde a década de 1970, quando o índice de sobrepeso era de 18,5% para os homens e 28,7% para as mulheres. Isso também se reflete na obesidade. De acordo com o dados, 12,5% dos homens sofre de obesidade e 16,9% das mulheres. 

Tanto o excesso de peso quanto a obesidade foram constatados com maior frequência nas regiões Sul e Sudeste e nas mais elevadas faixas de renda. No caso dos homens, a prevalência de sobrepeso foi de 58,7% entre aqueles com ganhos entre dois e cinco salários mínimos e de 63,2% a partir de cinco salários. Entre as mulheres, a prevalência é nas classes intermediárias de renda. 

"No caso dos homens, o excesso de peso e a obesidade mostram uma relação direta com a renda", destaca a pesquisadora do IBGE Marcia Quintslr. "Já com as mulheres, observamos que independentemente da classe de renda, os níveis de excesso de peso ficam bastante parecidos." 

O excesso de peso é maior entre os homens entre 35 e 64 anos, sendo que tende a diminuir a partir dessa idade. Entre as mulheres, o ganho foi observado a partir dos 45 até os 74 anos. 

Entre as crianças de 5 a 9 anos, o percentual daquelas com excesso de peso é de 34,8%. Entre os jovens que estão na faixa dos 10 aos 19 anos, o percentual é de 20,5%. A maior prevalência em ambos os casos foi identificada nas regiões Sul e Sudeste, mas ocorre em todas as regiões do país. "É um fenômeno que se mostra crescente na população e aparece de forma generalizada nas faixas etárias, nas categorias diversas de rendimento e nas grandes regiões", reforça a pesquisadora do IBGE. 

O documento indica que o problema reflete mudanças na alimentação e no hábito de praticar atividades físicas, já que o excesso de peso expressa um desequilíbrio no aproveitamento de calorias pelo corpo. "Pesquisas realizadas até 2002-2003 revelam a tendência crescente de substituição de alimentos tradicionais (arroz, feijão e hortaliças) por industrializados (refrigerantes, biscoitos, carne processada e comida pronta)", afirma o texto. 

O documento do IBGE também lembra que o aproveitamento de energia está ligado à prática de exercícios físicos, que ainda não fazem parte do hábito dos brasileiros, em geral. A mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) mostra que uma a cada dez pessoas com 14 anos ou mais de idade fazem exercícios ou praticam algum tipo de esporte regularmente no país. 
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CRIANÇAS SE EXERCITANDO É SIM UM CAMINHO, PORQUE NÃO.


domingo, 29 de agosto de 2010

OBESIDADE


É na Região Sul do Brasil que se encontra o maior número de pessoas que estão acima do peso adequado: 56,8% dos homens e 51,6% das mulheres que vivem no Para ná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estão com excesso de peso. São ainda os homens que engordaram mais que as mulheres nos últimos 35 anos: em 1974, 18,5% deles eram gordos; em 2009, o número chegou a 50,1% contra 48% do sexo feminino. E o pior: quanto mais aumenta o salário deles, mais eles brigam com a balança, ao contrário das mulheres, que tendem a se cuidar e emagrecer. Os dados foram lançados ontem e fazem parte da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do IBGE.



O estresse é um dos principais vilões que têm levado os homens (principalmente os mais ricos) a estarem gordos. “Eles acabam sendo mais sedentários que as mulheres. Elas sofrem mais com a pressão social em busca da beleza”, explica a endocrinologista Rosana Rado minski, presidente da Associação Brasileira para o estudo da Obe sidade e da Síndrome Meta bólica. “Maior renda também significa mais trabalho, e, consequentemente, um número maior de preocupações e estresse, o inimigo mortal de quem quer manter o peso”, afirma a endocrinologista Mirnaluci Ribeiro Gama, chefe do setor de Endocrinologia e Diabates do Hospital Evangélico. Ao se sentir estressado, o corpo estimula a produção de cortisol, um hormônio que deposita a gordura proveniente da comida na região do abdome. Outro hormônio, chamado de cotecolaminas, também liberado nesses momentos, pega essa mesma gordura e a leva para a corrente sanguínea.



Frio

No Sul há uma população mais gorda em decorrência também do clima frio. Com as temperaturas mais baixas, as pessoas comem mais, principalmente alimentos ricos em açúcar e gordura. “O frio é um fator muito importante. Também é preciso lembrar que as pessoas se exercitam menos, vão menos a parques e academias e tendem a consumir alimentos mais práticos, geralmente industrializados”, analisa a nutricionista Cinthia Cordeiro, do Ambula tório de Cirurgia Bariátrica do Hospital Evangélico.
Uma a cada três crianças tem sobrepeso
No Brasil, 33,5% das crianças entre 5 e 9 anos estão acima do peso adequado, o que representa que a cada três, uma é gorda. É o que mostram os dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 20 anos, o patamar de excesso de peso entre os meninos dessa idade mais do que dobrou: passou de 15% para 34,8%. Entre as meninas, a taxa quase triplicou no período e passou de 11,9% para 32%.
Segundo o IBGE, o excesso de peso tende a ser maior em áreas urbanas do que nas áreas rurais. E é justamente na Região Sudeste (onde estão as maiores concentrações urbanas) que há mais crianças obesas: são 39,7% dos meninos e 37,9% das meninas.
Todos precisam emagrecer
A pesquisa mostra, porém, que apesar de o Sul estar com a população mais gorda, esse não é um problema exclusivo da região. De um modo geral, o aumento de peso pode ser percebido em todas as faixas etárias do Brasil, independentemente do sexo, estado onde se vive ou renda. Na prática, metade da população brasileira está acima do peso e, se o país continuar nesse ritmo, chegará, em dez anos, ao nível de obesidade dos Estados Unidos, o que é péssimo para a qualidade de vida e, ainda, representa um possível colapso, no futuro, nos sistemas de saúde. Isso porque os jovens também estão engordando: há uma criança a cada três acima do peso, o que quer dizer que a população tende a ter mais problemas cardiovasculares, diabetes, hipertensão, entre outras doenças.
O ministro da saúde, José Go mes Temporão, disse que os dados são preocupantes e “acendem um alerta vermelho”. “Ex cesso de peso, obesidade e falta de atividade física afetam profundamente a qualidade de vida”, diz. O ministro chegou a citar políticas para mudar a oferta de alimentos nas escolas e o controle da propaganda de alimentos infantis. Ressaltou ainda a necessidade de se “trabalhar de maneira mais radical”.
O estilo de vida continua mu dando para pior: hábitos alimentares inadequados – o consumo de feijão está caindo enquanto o de comidas industrializadas está aumentando – e a violência têm levado as pessoas a ficar mais dentro de casa e longe dos parques e pistas de caminhada e corrida. “Quando as oportunidades de almoçar e jantar fora aumentam, a tendência é também comer alimentos mais rápidos que muitas vezes oferecem cardápios ricos em carboidratos”, lembra Mirnaluci.
Ingerir pelo menos três porções de fruta por dia (é quase o equivalente a três unidades) é o indicado para uma alimentação balanceada, mas na prática um adulto ou jovem costuma ingerir isso na semana inteira, conforme explica a nutricionista Sandra Chemin, do Conselho Regional de Nutricio nistas da 3.ª Região. “Precisamos voltar à nossa cultura alimentar antiga, de comer arroz, feijão, saladas e frutas. Hoje o consumo de produtos de panificação (biscoitos e industrializados em geral) aumentou tanto nos mercados como nas redes de fast food”, diz.
* * * * *
Interatividade
O que o governo pode fazer para conscientizar as pessoas sobre os riscos da obesidade?
Fonte: Jornal, Gazeta do povo
Vamos partir para a interatividade. Todo o exemplo precisa partir de cima, então os Srs. governantes, precisam aprender a se cuidar e Não assumirem seus cargos e engordarem mais a cada dia que passa. E não venham dizer para mim que é o estress, isso é desculpa para idiota, estresse nada mais é que falta de nutrientes o estressado é sempre e só um desvitaminado. E nós engordamos principalmente pelo que não comemos.... Isso acaba nos levando a comer demais.

sábado, 28 de agosto de 2010

Especialista: preço da obesidade será pago em algumas décadas

Minha pergunta é simples:De que lado você vai Ficar?
It's up to you...A ESCOLHA É SUA.



DANIEL FAVERO E THAÍS SABINO

Considerada uma epidemia mundial, a obesidade segue em crescimento no País, conforme dados da nova Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), divulgada nesta sexta-feira. Para o presidente da Sociedade Internacional de Economia da Saúde (Ispor), Stephen Stefani, "o preço deste aumento da obesidade, nós vamos pagar em algumas décadas".

Apesar de 74% dos mais de 60 mil alunos do 9º ano que participaram da Pense terem estado nutricional adequado, 16% foram considerados com sobrepeso e 7,2%, obesos, nas capitais brasileiras. Entre as cidades com maior frequência de escolares com sobrepeso estão Porto Alegre (20,1%) e Rio de Janeiro (18,3%). Ainda segundo a Pense, as maiores prevalências de sobrepeso foram observadas entre alunos das escolas privadas.

De acordo com um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) divulgado em julho, 25% dos adolescentes de escolas públicas e privadas da capital paulista estavam, entre 2003 e 2004, com sobrepeso ou obesos. O índice é superior à média brasileira, que era, no mesmo período, de 18% entre os meninos e 15,8% entre as meninas, segundo o Ministério da Saúde.

Para Stefani, os investimentos em saúde no Brasil (3% do Produto Interno Bruto, que chegou a R$ 826 bilhões no primeiro trimestre de 2010, segundo dados do IBGE) estão "totalmente fora da realidade". Ele compara a situação com a dos EUA (o país mais obeso do mundo), onde este orçamento equivale a aproximadamente 15% do PIB, cerca de US$ 2 trilhões.

"Se nos Estados Unidos o sistema de saúde ainda não é o ideal, no Brasil está totalmente fora da realidade", disse Stefani. Ainda segundo ele, "o setor privado investe três vezes mais que o público na saúde do País, sendo que, dos 193 milhões brasileiros, apenas cerca de 40 milhões possuem convênio médico particular".

De acordo com o Ministério da Saúde, as medidas mais concretas em relação ao combate à obesidade começaram em 2006 com ações educativas, de promoção da saúde, além de programas de orientação e incentivo à atividade física. O orçamento deste ano para essas ações, que não se referem somente ao combate à obesidade, é de R$ 56 milhões, aplicados em 1,5 mil cidades brasileiras.

Segundo a médica endocrinologista Deborah Malta, coordenadora de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do Ministério da Saúde e especialista em Saúde Pública, as doenças ligadas a obesidade, como problemas cardiovasculares e diabetes, "sobrecarregam o sistema público de saúde".

Para a nutricionista do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Unifesp e responsável pela pesquisa com os adolescentes paulistanos, Maria Aparecida Zanetti, os impactos na saúde pública já são significativos. "Identificamos adolescentes hipertensos, diabéticos, com problemas ortopédicos, além da exclusão social pelo fato de estarem fora do peso", disse, citando ainda distúrbios como a bulimia e anorexia.

Stefani diz que os custos desse aumento da obesidade serão percebidos nas próximas décadas. "O preço deste aumento da obesidade, nós vamos pagar em algumas décadas. É o camarada que vai chegar aos seus 40 anos com problemas de saúde que vai engrossar a fatia de pacientes crônicos", disse o presidente da Ispor. "O obeso é um kit completo que vem com diabete, infarto, problemas cardiovasculares e pressão alta".

Deborah diz que, "de forma geral, se gasta mais com medidas curativas do que com a prevenção". Para ela, a mudança desse quadro requer ações que vão além do âmbito da saúde.

Estudos

De acordo com a nutricionista, o fenômeno do crescimento da obesidade começou a ser estudado na década de 70, quando houve o período "de transição nutricional, com queda da subnutrição e aumento da obesidade".

Segundo Deborah Malta, levantamentos feitos em 1974 e 1975 apontaram que os adolescentes com idades entre 11 e 15 anos acima do peso eram 2,6% dos meninos, e 5,8% das meninas. Em 1996, esse índice pulou para 11,8% entre os meninos e 15,3% entre as meninas.

Para Maria Aparecida, as mudanças sociais ocorridas nos seios das famílias, nas últimas décadas, podem explicar o aumento de peso entre os jovens. "A mulher deixou o lar e tem que trabalhar. O que vale hoje é a lei da sobrevivência, onde a mãe faz a opção por alimentos mais práticos, mas também nocivos para a saúde. Além disso, as escolas também têm participação porque as cantinas oferecem alimentos calóricos, como frituras, balas e refrigerantes, visando apenas o paladar e a satisfação dos adolescentes. As pessoas são alimentadas com macarrão instantâneo e papinhas industrializadas desde pequenas".

Deborah afirma que os Estados do Paraná, e Santa Catarina já têm legislação específica sobre a merenda escolar. "Nas cantinas escolares destes Estados é proibida a venda de salgadinhos e frituras. Usamos isso como exemplo, na busca de uma normatização geral, até que se tenha uma legislação específica para todo o Brasil", disse.

"Esse assunto deve ser encarado como prioridade, e com seriedade. Não é só a saúde que deve atuar. Se for assim, haverá pouco êxito. A discussão deve ser encarada de forma ambiental, as indústrias devem ser incluídas, assim como o incentivo às práticas físicas. Há um o apelo muito grande pela comida fácil, pelas massas, sanduíches e hambúrgueres. Temos que abordar ainda a discussão em relação à regulamentação dos alimentos, como fez a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ao determinar parâmetros para produtos industrializados", disse.

Efeitos

Os efeitos da alimentação com produtos industrializados e calóricos no corpo humano ainda não são totalmente conhecidos pela ciência. A segunda fase da pesquisa com os alunos paulistanos, que será realizada neste ano, vai usar exames bioquímicos para identificar que tipo de malefício esses alimentos trazem à saúde, além da obesidade.

"Os profissionais de saúde já perceberam aumento em problemas alérgicos. Sabemos que os alimentos industrializados têm substâncias que podem, na maioria das vezes, causar alergia em quem já tem propensão a isso", afirma Maria Aparecida.

A pesquisa teve a primeira fase realizada há cerca de seis anos, e agora vai reencontrar os adolescentes que foram analisados, hoje com idades entre 15 e 20 anos. "Vamos à casa desses jovens para conversar com as famílias, saber como foi a gestação, a amamentação, como são os hábitos de consumo e alimentares, qual é a renda, se existem fatores hereditários, além da realização de exames bioquímicos, para investigar o grau de obesidade e, se possível, reverter ou tratar o quadro", diz.

A nutricionista afirma que falta atenção dos governos e da sociedade quanto à nutrição. "Não existe regra básica para deter esse crescimento alarmante da obesidade, mas a educação pode reverter esse quadro", disse a pesquisadora, defendendo a inclusão de uma disciplina de educação nutricional nas grades curriculares, com o mesmo peso de disciplinas como matemática, português e geografia.

Como sobrepeso e obesidade são calculados
Para o cálculo do sobrepeso, o IBGE usou os valores de referência do Índice de Massa Corporal (IMC) da Organização Mundial de Saúde. Um IMC de até 18,5 kg/m² é considerado déficit de peso. O excesso de peso é identificado com 25 kg/m² ou mais, e a obesidade é diagnosticada quando o IMC é igual ou superior a 30 kg/m².