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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Alimentos crus e chá branco: aliados na busca por saúde e boa forma



Comer alimentos crus faz com que a digestão seja mais fácil e saudável, além de evitar o gasto da nossa reserva enzimática. As enzimas são substâncias que ajudam a melhor absorção do alimento no nosso organismo e ajudam na preservação de nossos órgãos. São elas as responsáveis pelas reações químicas que acontecem em nosso corpo e, a falta destas, faz com que as vitaminas, minerais e os hormônios não consigam cumprir o seu papel.

Possuímos em nosso organismo uma reserva de enzimas, mas como nos dias de hoje muitas pessoas não se alimentam de forma saudável, usam muitos medicamentos e fazem pouco ou nenhum exercício físico, nosso organismo não produz as enzimas suficientes para processar o alimento de forma correta e nutrir o corpo todo. É muito importante não esgotar o estoque de enzimas, pois isso pode acarretar em vários tipos de doenças, além do envelhecimento ou morte precoce.E eu preciso alertar que não há como se nutrir de forma correta, isso independe do conhecimento ou da vontade de cada um, hoje a nutrição adequada depende invariavelmente de SUPLEMENTAÇÃO ALIMENTAR, explico:
Alguém já comeu frango criado pela vóvó? ali no quintal? sabe quanto tempo esse franquinho demorou para chegar à sua mesa?  cerca de 45 dias.
Costuma comer peito de frango grelhado? é recomendável e eu diria salutar, e tem mais eu como, Só que, sabe quanto tempo esse frango demorou do nascimento até sua mesa? 21 dias. Acha isso normal? NÃO, NÃO É. E isso é conseguido com hormónios vitaminas luz em excesso e tudo o mais que estressa e acalma o animal, ou seja nós estamo-nos estressando pela alimentação. Quer isso para vc? Se não quer precisa recorrer aos suplementos, mas cuidado com os Milagres do mercado. E eu falei do frango, mas posso falar do tomate que antes de chegar à mesa são usadas 15 vezes de agrotóxico que nós vamos ingerir sim, da terra cansada pela alta rotatividade a que é submetida e a mais um sem número de coisas. Mas não precisa acho que já entenderam. O Alimento cru é Bom. SIM É. Mas a suplementação hj para uma vida saudável é indispensável.

Já os alimentos cozidos, fervidos, Use ao Vapor, enlatados, pasteurizados, enfim, que não estejam in natura, perdem suas enzimas e por isso precisam das produzidas pelo nosso corpo durante sua digestão, o que faz com que órgãos do sistema digestivo tenham que roubar substâncias do sistema imunológico, causando reações adversas, como: gases, dor de estômago, dor nas articulações e nos músculos, insônia, diarréia/constipação, erupções na pele (acne), envelhecimento precoce, celulite entre outras.

Enquanto isso, o chá branco é a versão menos processada do famoso chá verde, pois é coletado antes das flores se abrirem. Esses brotos e as folhas da planta são cozidos ao vapor e submetidos à secagem. Ao contrário do verde e do preto, o chá branco não passa pela fermentação e a colheita para a produção desse chá se realiza em apenas dois dias por ano, por isso a raridade e o valor alto. COMO SABEM, NUNCA FIZ SEGREDO DISSO PREFIRO SEMPRE O VERMELHO. Ele não tem processamento a não ser a maturação em Barricas de carvalho.

O chá branco acelera o metabolismo e ajuda a eliminar a gordura corporal. E ainda é um antioxidante que auxilia nos processos inflamatórios celulares como ocorre na obesidade, além de: 

Possuir grande concentração de polifenóis e outros antioxidantes que ajudam a neutralizar a ação dos radicais livres que são responsáveis pelo envelhecimento celular; 

Ser anticancerígeno: pesquisas realizadas comprovaram a eficiência do chá branco em inibir mutações genéticas que podem originar câncer; ajudar na diminuição das taxas de LDL (o mau colesterol que bloqueia as artérias) evitando problemas cardíacos como arterosclerose e infarto; 

Auxiliar no sistema imunológico: substâncias presentes na Camellia sinensis têm ação antiinflamatória e antigripal, ativam o sistema imunológico e regeneram a pele. O ideal é consumir pelo menos 3 xícaras do chá ao dia, quente ou frio e de preferência sem açúcar.Eu consumo em vez de cafezinho após as refeições e Livremente durante o dia. Não aconselho o uso após as 18 hrs, no meu caso não tira o sono, mas pode tirar.


É aconselhável beber o chá apenas até o fim da tarde, por volta das 18h, por causa da cafeína. Ingeri-lo mais à noite pode causar insônia. Além disso, o ideal é tomá-lo logo após o preparo, deixar em infusão por no máximo três minutos, pois o ar destrói parte dos componentes ativos. Infusão com água de torneira pode alterar sabor, aroma e propriedades do produto. Além disso, é recomendada a compra das folhas desidratadas, pois os componentes ativos, o sabor encorpado e adocicado do chá branco se mantém. Os saquinhos industrializados perdem as propriedades.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Alimentos funcionais têm super poderes?

Comento o texto original em Vermelho.
Alimentos quase mágicos. Além de nutrir, promovem saúde e previnem doenças. Assim são definidos “os alimentos chamados funcionais”. Nos últimos dez anos, eles ganharam força e status de remédios. Saíram da natureza, onde inicialmente foram descobertos e ganharam as prateleiras dos supermercados e farmácias. “Em meio a essa profusão de compostos potencialmente benéficos à saúde, as ciências médicas e nutricionais ainda tentam entender tais propriedades e procuram comprovar se elas realmente existem”, afirma a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional. ( Não se pode esquecer, que mesmo estes alimentos que efetivamente são benéficos eles passam pelo processo a que eu chamo de: “a metamorfose da velocidade”a necessidade de se atender cada vez mais pessoas tem deixado para trás os cuidados com o solo e com os processos de maturação é nestes que a maioria das frutas e verduras fixam seus nutrientes, principalmente vitaminas e sais minerais, ou seja não basta a ausência de agrotóxicos embora esta seja de suma importância.)

Os alimentos mais conhecidos na longa lista de funcionais são a soja, os iogurtes, o chá verde, a linhaça, o tomate, as frutas vermelhas, as gorduras presentes nos azeites, óleos vegetais, castanhas e peixes, as fibras, o alho e a cebola. “Por incrível que possa parecer, até o chocolate ganhou sua versão funcional nas barrinhas amargas”, observa a médica, que também é nutróloga.

Nessa onda promissora dos alimentos funcionais, a indústria alimentícia passou a incorporar vários desses compostos em seus alimentos e a indústria farmacêutica passou a encapsular todos eles, atendendo a pessoas cada vez mais ocupadas e sem condições de preparar seus alimentos. “Para elas, os alimentos funcionais são ‘uma promessa de saúde’ que elas incorporam. Ao fazer isso, as pessoas tentam substituir hábitos alimentares saudáveis pelo consumo deste ou daquele alimento funcional ou simplesmente por cápsulas”, diz Ellen Paiva.( O que quando são de procedência realmente idônea desde a sua origem e passam por corretos testes laboratoriais, não há nenhuma desvantagem nutricional, muito antes pelo contrário)



A EMEA, Agência Européia de Medicamentos, vem realizando um trabalho de avaliação dos reais benefícios dos alimentos industrializados que prometem melhorar a saúde das pessoas. Os resultados preliminares não têm convencido os especialistas europeus, eles têm rejeitado a maioria das alegações de funcionalidade dos alimentos.

2 - A soja…



A diferença fundamental entre a proteína da soja e aquela das carnes vermelhas são as gorduras. Nas carnes vermelhas, a proteína se associa a grande quantidade de gorduras saturadas, conhecidas por elevar o colesterol. Na soja, a proteína é rica em gorduras insaturadas, sabidamente protetoras à saúde cardiovascular. Além disso, a soja é rica em fibras, vitaminas e minerais, o que faz dela um alimento de riquíssimo conteúdo nutricional.

Nos últimos 10 anos, a soja tem sido objeto de muitos estudos e ainda não há consenso sobre as reais propriedades deste alimento. “Como as alegações de funcionalidade são relacionadas principalmente à saúde cardiovascular, temos que ouvir a posição das sociedades médicas de cardiologia e elas NÃO confirmam, em seus últimos posicionamentos, os efeitos protetores da soja em relação às outras proteínas da dieta. Estudos preliminares indicam que a ingestão de grande quantidade de proteína de soja pode até causar pequena redução do colesterol, principalmente quando substitui a proteína de origem animal das carnes vermelhas. Essa posição coloca a soja como um alimento saudável e não como um alimento funcional”, explica a diretora do Citen.

Com relação à saúde da mulher, há um consenso entre os estudiosos no assunto de que as isoflavonas da soja não melhoram as ondas de calor relacionadas à menopausa. “Os possíveis benefícios atribuídos à soja são frutos das oscilações naturais desses sintomas no climatério”, explica a endocrinologista. (Quando falamos de soja tudo é verdade desde que se leve em conta o principal fator. Ela por si só não pode ou pelo menos não deve ser ingerida pelo ser Humano, já que é sabido que a soja é rica em fitato substância esta que retira do nosso organismos sais essenciais o que na melhor das Hipóteses nos leva a desenvolver a Osteoporose. Porém já há no mercado soja de procedência Séria sem o Fitato, é a famosa proteína ISOLADA de soja, só que é preciso muito cuidado com quem escreve nos rótulos o Isolada e quem realmente a isola, já que o processo de isolamento do FITATO é muitíssimo caro, há 4 anos havia no Mundo dois laboratórios que faziam isso, e só um deles enviava produto para o Brasil.)

2-Bactérias protetoras dos iogurtes

A alegação de funcionalidade dos iogurtes se deve ao fato deles conterem microorganismos vivos, como os lactobacilos, que exerceriam múltiplos efeitos protetores, como a melhora da imunidade intestinal contra bactérias patogênicas e vírus, além da prevenção de doenças gastrintestinais inflamatórias.

“Aqui, também não há consenso, pois embora existam algumas evidências que sustentem os efeitos benéficos dos iogurtes, muitos estudos são inconsistentes devido às diferenças nas espécies de bactérias utilizadas, nas quantidades administradas e até mesmo devido a falta de consenso do que seria saúde intestinal. Além disso, todas as alegações de benefícios desses produtos se baseiam em pesquisas feitas com animais ou pessoas doentes, ao passo que a grande utilização destes produtos é feita por pessoas saudáveis”, diz a endocrinologista Ellen Paiva.

O que há de especial nos chás e no vinhos?



Estamos falando dos polifenóis, um componente presente em alguns tipos de chás, vinhos tintos, sucos de uvas, frutas vermelhas – principalmente em suas cascas – chocolate amargo, alho e cebola. Com tamanha diversidade de alimentos, os polifenóis vêm chamando atenção para a possibilidade de melhorarem os fatores de risco cardiovascular.

As pesquisas realizadas em animais e em células isoladas em laboratório são unânimes em mostrar que os polifenóis presentes em alguns chás têm atividade contra o câncer, impedindo o crescimento de tumores de vários órgãos e têm efeitos benéficos nos fatores de risco cardiovasculares. Também são muitos os trabalhos que mostram efeitos em animais de laboratório, com benefícios incontestáveis no que se refere à melhora do metabolismo dos carboidratos e à prevenção do diabetes, aumento da queima de gorduras com redução e manutenção do peso desses animais, dentre outros benefícios. “Entretanto, não há estudos com metodologia apropriada em humanos”, alerta a médica.

Os chás apresentam concentrações diferentes de polifenóis, de acordo com o solo onde foram cultivados e com o seu processamento. “Há grande dificuldade em se provar a biodisponibilidade desses agentes no organismo humano em condições de consumo normal de chás, uma vez que os melhores resultados de pesquisas científicas foram alcançados com suplementos em cápsulas de polifenóis, em doses impossíveis de serem alcançadas com o consumo diário de chás”, explica a endocrinologista Ellen Paiva.

Os polifenóis estão presentes em maiores concentrações no vinho tinto, nas frutas vermelhas, no suco de uva, nos chocolates amargos, no alho e na cebola, conferindo a todos eles uma referência em proteção cardiovascular. “Entretanto, o consumo sugerido para polifenóis seria o equivalente ao consumo diário de 30mg/dia, ou seja, uma taça pequena de vinho tinto, 100g de cebola, uma porção de frutas vermelhas, 60g de chocolate ou cerca de 2 litros de chá por dia”, destaca a médica.

Dentre todos esses alimentos, o vinho tinto talvez seja o mais estudado e com resultados mais promissores, demonstrando um real benefício na proteção cardiovascular. “Infelizmente, o consumo diário de qualquer bebida alcoólica traz consigo os riscos do abuso e da dependência, com todos os seus resultados trágicos para as famílias e para a sociedade, tornando os seus benefícios difíceis de serem avaliados, frente aos seus riscos inerentes”, lembra Ellen Paiva.

Gorduras podem fazer bem à saúde?



Há muitas evidências de que a gordura monoinsaturada, presente no azeite, pode ter efeitos benéficos na prevenção de doenças cardiovasculares e do câncer, principalmente o azeite não refinado ou virgem. “Além de gordura monoinsaturada, o azeite contém altas concentrações de vitamina E, beta caroteno e polifenóis. Essa associação de compostos parece ser o fator responsável pela sua atividade antioxidante e antiinflamatória. São estas características que colocam as fontes de gordura monoinsaturada no ranking de alimentos com grandes chances de atenderem às alegações de funcionalidade”, explica a diretora do Citen.

Outras gorduras com possibilidades de atenderem às alegações de funcionalidade são aquelas presentes nos óleos vegetais como os de canola, milho, girassol e soja; sementes oleaginosas como a linhaça e peixes de águas geladas e profundas como o salmão. “Vários trabalhos científicos já comprovaram os efeitos benéficos dessas gorduras no sentido de proteção cardiovascular”, diz a médica.

Entretanto, todos os trabalhos científicos que demonstraram os benefícios das gorduras insaturadas foram realizados em vigência de redução de gorduras saturadas, dificultando assim, a avaliação apropriada dos benefícios isolados das “gorduras do bem” em relação à proteção cardiovascular. “Além disso, para atender às recomendações de consumo das gorduras insaturadas, basta a ingestão moderada de azeite e óleo de soja ou de canola. Não há nenhum benefício extra na suplementação destas substâncias em alimentos industrializados ou em cápsulas”, afirma Ellen Paiva.

As fibras e seus benefícios à saúde



As fibras da dieta são as porções não digeríveis dos alimentos. De uma maneira geral, as pessoas entendem as fibras como alimentos que facilitam a função intestinal. Essa é apenas uma parte das funções das fibras, aquelas chamadas fibras insolúveis, presentes nos cereais integrais, em seus farelos, e em pequena quantidade nas verduras e frutas. “Na última década, muitos estudos têm demonstrado o efeito das fibras no metabolismo dos carboidratos e gorduras. Os estudos referem-se às fibras solúveis, presentes nas polpas das frutas, nas verduras, nas leguminosas – parte interna dos feijões, lentilha, grão de bico e soja – , mas principalmente na aveia e seu farelo”, explica a médica.

Na última década, vários trabalhos científicos têm revelado que o diabetes pode ser prevenido a partir de mudanças no estilo de vida. Essas mudanças incluem moderada perda de peso, aumento da atividade física, diminuição do consumo de gorduras saturadas e aumento no consumo de fibras. “Neste contexto, as fibras tornariam mais lentos o esvaziamento gástrico e a absorção da glicose, além de reduzir a absorção do colesterol. Os resultados desses estudos têm colocado as fibras como constituintes fundamentais de qualquer dieta saudável e dado a elas o status de alimento funcional”, conta a endocrinologista.

Por outro lado, intervenções pontuais e isoladas, através do aumento na ingestão de fibras, como o consumo da ração humana, não têm demonstrado efeitos benéficos à saúde. “O que significa dizer que as fibras são benéficas à saúde, somente quando incluídas em uma dieta saudável”, defende Ellen Paiva.

Os fitosteróis suplementando margarinas e iogurtes

Os fitosteróis são compostos presentes nos vegetais e que apresentam uma configuração muito parecida com a do colesterol. Quando ingeridos em quantidades apropriadas, eles aparentemente competem com o colesterol da dieta pelos sítios de absorção e, dessa forma, podem reduzir a absorção do colesterol.

“Os fitosteróis estão presentes naturalmente na soja, no gergelim, nos óleos vegetais, legumes, verduras e frutas. A indústria de alimentos tem usado os fitosteróis em margarinas e iogurtes. Os estudos sobre esta utilização indicam que a ingestão de cerca de 2-3g/dia de fitosteróis, o equivalente a 20-30g de margarina enriquecida, causaria uma redução de 6 a 15% do colesterol. Essa queda é relevante, principalmente no contexto de uma dieta rica em frutas, verduras, legumes e alimentos de baixo teor em gordura saturada”, explica diretora do Citen.

Tomate com status de alimento funcional



Os carotenóides são pigmentos solúveis em gordura, com potencial antioxidante e abundantes em frutas e vegetais. Os principais são o a caroteno, ß caroteno, licopeno, luteína e zeaxantina. “As alegações de proteção cardiovascular dos carotenóides ainda não puderam ser comprovadas, mas povos que se alimentam de dietas ricas em verduras e frutas são comprovadamente menos acometidos por doenças cardiovasculares. Comprovar essa relação fica difícil em estudos observacionais, uma vez que, coincidentemente, são povos com outros hábitos de vida também saudáveis”, diz Ellen Paiva.

Dentre os carotenóides, o licopeno recebeu grande ênfase, nos últimos anos, em virtude da associação comprovada da ingestão frequente do tomate com a redução da incidência de câncer de próstata. Quando avaliado o consumo do molho de tomate, parece que a proteção é ainda maior. “Sabemos, entretanto, que a suplementação com licopeno manipulado em cápsulas não tem o mesmo efeito do consumo do licopeno na dieta. Novamente, aqui, encontramos muita dificuldade em comprovar tal alegação, devido ao fato do estudo observacional não ter força para definir um conceito. Esses estudos apenas chamam a atenção para pontos que devem ser esmiuçados de forma mais precisa através de pesquisas com melhores níveis de evidências científicas”, alerta a endocrinologista Ellen Simone Paiva.