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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

...Emagrecendo Parte -Final

Fucus: emagrece


É uma alga que se usa há vários anos nos anticelulíticos e dela usa-se apenas o talo.
O que faz?
1. Estimula a tiróide. - 2. Tem um ligeiro efeito laxante. - 3. Tem uma ação drenante e desintoxicante nos tecidos do corpo.
4. A sua mucilagem incha no estômago e sacia, uma vez que impede a absorção de nutrientes por parte do intestino delgado.
5. Ajuda a prevenir os níveis de colesterol e a gota. - 6. É um bom antídoto contra o esgotamento e a astenia, graças ao alto teor em oligoelementos. - 7. Previne as úlceras.
8. Cura as hemorragias dentárias.
Como beneficiar dela?
  • Como suplemento alimentar ou como infusão mas, antes de começar a tomar, aconselhe-se com o seu médico.
Kiwi: desintoxicante
É o remédio perfeito contra a prisão de ventre por ser rico em água e em fibra. É saciante e baixo em calorias (51 kcal por 100 g). Contém quase o dobro de vitamina C que uma laranja e mais fibra que uma maçã. Tenho uma querida Amiga que recomenda outras coisas com ele rsrsrsrs
O que faz?
1. Tomado com regularidade ajuda a ter uma barriga plana.
2. Contém uma enzima, chamada actinidina, que favorece a digestão dos alimentos.
Como beneficiar dele?
  • Em jejum, com um fio de azeite, aumenta o seu efeito depurativo.
  • Para além de o ingerir como sobremesa, pode juntá-lo a saladas.
Ananás: diurético
Esta fruta exótica tem apenas 28 kcal por 100 g. Para além de favorecer a eliminação de líquidos, ajuda quem sofre de problemas nos rins, bexiga e próstata. A bromelina rompe as proteínas, facilitando a sua digestão.
O que faz?1. É uma boa fonte de vitaminas A, B e C, rica em minerais como o potássio,o magnésio e o cálcio, e em ácidos orgânicos. - 2. É um depurativo e diurético natural. - 3. Fornece 80 por cento de água e fibra, daí o seu poder saciante. - 4. A bromelina é muito eficaz nas situações de retenção de líquidos
5. Alivia os problemas digestivos. Junte a pesquisa DELA
Como beneficiar dele?
  • Ingira-o ao natural sempre que possível.
  • É uma excelente sobremesa depois de uma refeição abundante, já que facilita a digestão e a degradação das gorduras e proteínas.
Melancia: hidratante
Fornece pouquíssimas calorias, 20 por 100 g, das quais apenas 4,5 g são açúcares. É um alimento diurético e depurativo, pois facilita a eliminação de líquidos e tem um alto teor de água (nove a 95 por cento) e fibra.
O que faz?
1. Tem qualidades desintoxicantes e anticancerigenas, por conter antioxidantes, como a vitamina A, betacarotenos e vitamina C.
2. Reduz os níveis de colesterol e é pobre em sódio.
3. Graças à sua riqueza em fibra, ajuda a regularizar a função intestinal e a prevenir o cancro do recto e do cólon
4. É hidratante.
5. Rica, em potássio regula a tensão arterial.
Como beneficiar dela?
  • Sempre que tenha sede, pois 92 por cento da sua composição é água.
  • Evite-a ao jantar, pode ser um pouco indigesta ou provocar inchaço. Ingira-a antes e depois de uma actividade desportiva intensa, assim evitará comer outros alimentos mais calóricos.
Toranja: antioxidante

É uma das frutas mais ricas em vitamina C e contém apenas 30 kcal por 100 g. O seu conteúdo em fibra reduz o apetite e é uma aliada contra a prisão de ventre. Também ativa o metabolismo.
O que faz?
1. É um excelente depurador do sistema digestivo e urinário.2. Devido à sua riqueza em vitamina C e A e potássio, configura-se como um excelente antioxidante natural.3. Melhora a absorção de ferro e alivia os sintomas da gripe e dos resfriados.
4. Limpa o sistema urinário e digestivo e ajuda a eliminar a gordura.
Como beneficiar dela?
  • Ingira meia toranja antes de cada refeição, a sua acção saciante permite diminuir a quantidade que irá comer.;

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O alerta para aumento de obesidade em países em desenvolvimento


Países em desenvolvimento, entre os quais o Brasil, devem adotar o mais rápido possível medidas para impedir o aumento da obesidade entre a população, antes que atinjam os níveis registrados em países ricos.
O alerta foi feito por um estudo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), publicado na revista britânica especializada The Lancet.
Segundo a pesquisa, metade dos brasileiros está acima do peso; a obesidade triplicou entre os homens e quase dobrou entre as mulheres, no período que vai de 1975 a 2003.
O estudo analisou a situação em seis países em desenvolvimento (Brasil, África do Sul, China, Índia, México e Rússia) e apontou má alimentação e falta de exercícios físicos como os principais fatores que levaram esses países a registrar um forte aumento no número de obesos.
Segundo a organização, regras mais duras para a publicidade de alimentos, campanhas massivas para promover atividades físicas e maior taxação do álcool e do tabaco são algumas das medidas que ajudariam a reduzir o problema - e a prevenir o aparecimento de doenças crônicas ligadas à obesidade.
O estudo garante que, para colocar essas medidas em prática, o Brasil gastaria US$ 2,89 per capita a cada ano.
O investimento em prevenção seria pago pela queda nas despesas com tratamentos de doenças ligadas à obesidade, como o diabetes, o câncer e problemas cardiovasculares. Segundo os autores, essas medidas poderiam ser rentáveis dentro de 15 anos.
Entre os países analisados, o México tem a pior situação. Sete em cada dez mexicanos estão acima do peso ou obesos.
China e Índia, apesar de terem, respectivamente, cerca de 15% e 30% de sua população acima do peso ideal, registram uma forte progressão no número de obesos.
O estudo da OCDE também alerta para o perigo da obesidade entre as crianças.
A organização afirma que a adoção de uma estratégia global que regule a publicidade de alimentos voltada para as crianças é mais eficaz que campanhas com um público alvo menor, como as realizadas nas escolas.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Café da Manhã (quase)Ideal


Há quem diga que não sente fome nem vontade de comer logo pela manhã, mas uma questão de hábito que outros acreditam, o que temos que entender é que o café da manhã é a refeição mais importante do dia, a única que podemos exagerar um pouco, abusar, do achocolatado, pão, leite e frutas, acredite o desjejum calórico pode ser beneficente para a saúde. Para quem faz dietas e procura à forma perfeita um café da manhã reforçado pode apresentar mais resultados do que comer uma fruta, e ser bem modesto, o café da manhã como a refeição mais importante do dia para quem procura manter o peso ou principalmente perder proporciona uma maior chance de emagrecer. A diferença é considerável: as pessoas que fazem um BOM CAFÉ DA MANHÃ têm 30% menos de chance de engordar.
A proposta é a seguinte, comer bastante de forma moderada, ou seja, procurar alimentos ricos em fontes de energia, vitaminas, minerais, proteínas  e carboidratos, para que nas outras refeições o consumo seja mais moderado, e o que costuma ser ao contrário, maior parte da população, faz um desjejum corrido, e depois come tudo o que vê pela frente no almoço. A ingestão de proteínas de boa qualidade no café da manhã, fazem com que vc sinta menos fome nas outras refeições. O almoço também é uma das refeições mais importantes, mas ele tem a função de manter a energia que você já adquiriu no café da manhã, por isso que as refeições devem ser equilibradas para manter o organismo em atividade.O desjejum bem feito, significa um almoço moderado, um café da tarde básico, e um jantar bem leve, a proposta é essa, inclusive para quem busca perder peso, através das refeições devidas em horários devidos é possível chegar há uma reeducação alimentar. Invista nas refeições durante a manhã, comece comendo pouco se não está acostumado, e aos poucos notará diferença refletida nas outras refeições.


No título eu digo (quase ideal) A Foto abaixo retrata o café da manhã IDEAL, a mistura desse dois ingredientes nos dão todos, absolutamente todos os NUTRIENTES necessários a um período, e isso ajuda o equilíbrio durante o dia.
Se vc como eu faz exercício de manhã ao acordar e quer ganho ou sustentação de massa muscular: Use o primeiro potinho o Shapeworks, e faça com ele um vitamina. Vá praticar. Na volta, usse duas colheres de shake, uma de proteína e uma Multivitamina. Parabéns vc tomou o melhor café da manhã de sua vida.

terça-feira, 26 de julho de 2011

A sustentabilidade alimentar rumo aos 9 bilhões de habitantes

A população mundial dobrou nos últimos 50 anos e as perspectivas de alcançarmos os 9 bilhões de habitantes em meados desse século, leva-nos a ampliar nossos horizontes do conhecimento médico e nutricional para além das fronteiras dos nossos compêndios. Oitenta milhões de pessoas aumentam esse contingente de demanda alimentar todos os anos, mais intensamente nos países em desenvolvimento. Frente a tamanho desafio, a pergunta aflitiva que nos vem à cabeça é até quando nossos recursos naturais poderão atender as necessidades do planeta?

A crise dos alimentos que vem ocorrendo nesse ano de 2011, de certa forma nos pegou de surpresa, pois pensávamos haver superado a pior crise em 2008 e que tivéssemos aprendido com ela. Infelizmente, a nossa falta de percepção global, em termos de economia, nos impede de entender como a cascata que ocorre com os alimentos, desde a sua produção até a nossa feira e supermercado semanais, pode influenciar nossa economia doméstica. O que é pior, não entendemos que a crise é complexa o bastante para ser resolvida a curto prazo, pois depende do envolvimento de todas as esferas da sociedade e isso não é simples. 

A feroz escalada dos preços e suas causas

Os preços dos alimentos vem se elevando de forma nunca vista. Segundo a FAO, órgão das Nações Unidas para agricultura e alimentação, em janeiro, o índice atingiu 230,7 pontos, revelando mudanças drásticas nos preços de uma cesta básica de alimentos composta por cereais, oleaginosas, laticínios, carne e açúcar. Isso significa que estamos passando por turbulências mais fortes que as registradas em 2008, época da pior crise dos alimentos até então vivenciada pelo mundo moderno, espalhando a fome pelo mundo, afetando, principalmente, os países mais pobres.

Se tentássemos rastrear o curso dos nossos alimentos, nós iríamos deparar com as reais influências da escassez e de sua conseqüente elevação dos seus preços. Entenderíamos que atualmente concorrem para esse estado de coisas não apenas o aumento populacional, mas também as grandes dificuldades em se aumentar a produção. Além disso, os grãos passaram a ser convertidos em combustível, numa concorrência desleal com os nossos pratos, pois a economia doméstica não pode pagar os preços dos grãos, agora atrelados aos preços do petróleo. De acordo com Mirian Leitão, "o etanol de milho, de fato, provocou uma reação em cascata. Subsidiado, o milho para produzir álcool ficou mais caro e contaminou os preços do milho tradicionalmente produzido, que tinha custos menores. E foi além: contaminou o preço da soja e do trigo, que competem com o milho. Subiu o preço da ração animal e, assim, elevou o preço da carne."

As influências ambientais não deixam por menos. De acordo com Lester R. Brown, diretor do Earth Policy Institute, em seu último artigo no jornal Estadão, " do esgotamento dos lençóis freáticos à erosão dos solos e às conseqüências do aquecimento global, tudo leva a crer, que a oferta mundial de alimentos provavelmente não acompanhará nossos apetites coletivamente crescentes." As donas de casa não estão totalmente erradas quando resumem a alta dos preços dos alimentos às mudanças climáticas, pois de acordo com os ecologistas, para cada grau de temperatura acima do esperado para a estação, espera-se uma quebra de 10% no rendimento dos grãos. O Oriente Médio árabe passa pela primeira experiência de redução na produção de grãos pela escassez de água e ja se fala em desertização de áreas anteriormente produtivas reveladas pelos satélites.

Tentativas questionáveis para se debelar a crise

As terras estrangeiras passaram a ser cobiçadas por países ricos com o objetivo de atender às suas demandas de terras cultiváveis para produzir grãos. Países como a Arábia Saudita, Coréia do Sul e China passaram a arrendar ou comprar terras em outros países com esse intuito. Os solos escolhidos foram principalmente na África e acabaram sendo negociados por menos de US$2,5 por hectare/ano. Se pelo menos essas transações visassem aumentar a produção de alimentos, elas poderiam ser reavaliadas e vistas como uma possível salvação para a crise. Entretanto, de acordo com o Banco Mundial, apenas 37% desses cultivos serão direcionados à produção de alimentos. A maior parte, entretanto, se destina a produção dos biocombustíveis. 

No Brasil, a crise dos alimentos também não pode dar o aval ao desmatamento irresponsável e a degradação do solo. A perda de recursos hídricos e do solo fértil só agravará o problema para as gerações futuras, além de causar o enriquecimento de poucos. Não se trata de optar entre salvar as florestas ou a vida de brasileiros famintos. As pessoas ainda tem dificuldade de entender a guerra entre ambientalistas e ruralistas no Congresso Nacional pelo embate na votação do Código Florestal. Todos eles tem argumentos que parecem coerentes. Mas é do Brasil aprender que pode ser produtivo e cultivar sem degradar. Temos terras férteis, muitas terras Temos gente brava e trabalhadora. Não podemos conviver com os desmatamentos irracionais e criminosos, não podemos tolerar a impunidade dos crimes contra ambientalistas que morrem enquanto tentam defender os recursos naturais que é de todos os brasileiros.

Concordo que temos problemas sérios pela frente,e acho que a sociedades deviam se engajar nisso de forma séria e consciente. Precisamos realmente parar de esperar, porque todos sabemos que seja qual for o problema, sempre virá alguém com a solução. Porque, não olharmos para este Mundo maravilhoso com o olhar de algo que é Nosso e precisa ser por nós cuidado?

terça-feira, 14 de junho de 2011

Os benefícios do mel para a saúde


Conheça as propriedades do néctar das abelhas, mais fácil de digerir do que o açúcar. 


Além de delicioso, o mel é um alimento benéfico para a saúde. Rico em glicídios, vitaminas, sais minerais e oligoelementos, esse néctar das abelhas é mais do que uma fonte de energia. Enquanto o açúcar refinado favorece o acúmulo de gorduras, o mel ajuda na digestão e na eliminação de toxinas. Ele ainda conta com propriedades antibacterianas, antifungicidas, cicatrizantes, expectorantes e antiinflamatórias.

Começar a adoçar seus alimentos é uma maneira de levar a vida de forma mais leve. “O mel é uma fonte de energia saudável que é digerida mais facilmente do que açúcar”, explica a nutricionista. “A frutose e a sacarose, os dois principais tipos de açucares presentes no alimento, não necessitam de nenhuma digestão e por isso são facilmente assimilados pelo corpo”.

O mel tem ainda um papel excelente no equilíbrio da flora intestinal. “Ele melhora o crescimento e a atividade das bifidobactérias e dos lactobacilos, bactérias importantes para a nossa saúde”. Também inibe o crescimento de bactérias como Staphylococcus aureus e Candida albicans e outras bactérias associadas à diarreia e à desinteria.

Quem gosta de cuidar da pele terá no mel um poderoso produto de beleza. Seu uso remonta à antiguidade, quando gregos e romanos o misturavam ao leite para tonificar a pele em banhos. Além de hidratar a pele e as fibras capilares, ele protege contra o envelhecimento precoce, regenera as células superficiais, limpa e nutre. Além disso, estudos mostram que a aplicação tópica de mel acelera a cicatrização de machucados e queimaduras. Agora você já sabe que a vida pode ser mais doce e mais saudável com mel. Mas vá com cuidado porque, em excesso, pode desequilibrar a balança. Uma colher se sopa de mel tem 62 calorias.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Dieta volumétrica

BLOG
Como sabem, eu conheço a fórmula e propago-A sempre que a oportunidade se apresente, encontrei um artigo que me mostra, o que eu já sei há muito tempo, pois reduzi 30 Kgrs em 4 meses há mais de 8 anos se não soubesse não teria feito. E embora o artigo seja explícito e claro eu vou, mesmo antes de transcrever repetir: Você ingere mais calorias do que queima ENGORADA, ingere menos calorias do que queima e EMAGRECE.  Isto é ciência exata.
"

A dieta

O cálculo é simples e certo: se consumir menos calorias do que gasta, você emagrece. Porém, esse ajuste pode deixá-la com a sensação de estômago vazio. Afinal, vai ser obrigada a reduzir a quantidade de comida que está acostumada a comer no dia a dia. A não ser que você aposte na dieta volumétrica, que recomenda encher o prato ou comer um sanduíche enorme como o da foto acima.Não é a quantidade e sim as calorias contidas nos ingredientes.

A proposta é tentadora e... funciona! Criado pela nutricionista americana Barbara Rolls, professora da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e autora do livro Dieta Volumétrica - Perca Peso Comendo Mais (recém-lançado no Brasil pela editora BestSeller), esse programa de emagrecimento foi considerado um dos mais eficientes dos últimos tempos. "Na contramão dos regimes radicais, ele reduz a ingestão de calorias sem diminuir o volume dos alimentos, proporcionando perda de peso sem fome ou privação", afirma a nutricionista Mariana Dal Bosco, colaboradora do Departamento de Nutrição da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso). Claro que, para  caprichar no prato, você precisa priorizar os alimentos que saciam com poucas calorias.
Como eu sempre recomendo aqui só deixo o alerta, quando vc reduz calorias, na maioria das vezes reduz nutrientes e isso não ajuda em nada, já que, queiram ou não a falta de nutrientes é a principal ou uma das principais causas para a obesidade, se vai fazer uma dieta que corta, e esta corta nutrientes, procure um bom e eficiente MULTIVAMÍNICO, há´dois nos meus blogs.

Mais volume e menos calorias

Frutas, verduras e grãos integrais são o forte da dieta. "Ricos em fibras, eles têm baixa densidade energética - ou seja, enchem o estômago praticamente sem o risco de engordar. Além disso, prolongam a sensação de saciedade," A Sensação de saciedade é produzida por proteínas de Boa procedência, cuidado com a ingestão de fibras o seu organismo precisa água, beba água corretamente" o que também facilita a economia na ingestão de calorias", diz Thais Arthur, nutricionista do grupo de obesidade do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da USP. Não significa que você vai ter de subsistir à base de alface e sementes. Alimentos que carregam água e pouca gordura também são grandes aliados. É o caso do leite desnatado, da sopa, dos cozidos e ensopados (veja uma lista com outros itens no quadro As melhores escolhas). Quanto aos demais alimentos, fique tranquila. Com exceção das comidas gordurosas, tudo tem entrada livre no cardápio. A dieta volumétrica libera até pão, macarrão e um docinho por dia. Duvida? Vá até o cardápio para dar uma espiada.
+ truques da dieta volumétrica
Aumentar o volume da refeição com alimentos ricos em fibras ou água (ou as duas coisas) é estratégico na dieta. Estas são algumas sugestões para você pôr em prática. Depois, é só conferir o resultado na balança.
- Acrescente fruta e aveia no iogurte desnatado.
- Prefira carne de panela no lugar de filé grelhado. Preparados com água, ensopados e refogados têm as calorias reduzidas e enchem mais o estômago.
- Misture legumes picados no arroz integral.
- Diminua a porção de massa e adicione espinafre no molho de tomate.
- Prepare a gelatina com pedaços de fruta fresca.


As melhores escolhas
A dieta volumétrica libera totalmente alguns alimentos. Outros devem ser consumidos em porções moderadas ou reduzidas. Mas, para acertar nas escolhas, primeiro entenda melhor o que é densidade energética…
muito baixa: quando os alimentos fornecem menos de 0,6 caloria por grama. Nessa lista estão a maioria das frutas e dos vegetais, leite desnatado e sopas de legumes (não vale sopa feita com creme de leite). Coma à vontade.
baixa: alimentos que têm entre 0,6 e 1,5 caloria por grama. Fazem parte desse grupo os grãos cozidos, leguminosas (feijões, ervilha, grão-de-bico, soja e lentilha), peixe sem gordura (atum conservado em água), peito de peru light, arroz integral, iogurte 0% gordura, queijo cottage light, batata cozida com casca e combinações como cereais matinais integrais sem açúcar com leite desnatado. Consuma porções relativamente grandes.
…média: itens que contêm entre 1,5 e 4 calorias por grama. Inclui ovo cozido, pão integral light, presunto magro, carne magra (alcatra, contrafilé), mussarela light, molho de salada com pouca gordura, damasco seco, geleia de fruta sem açúcar e sobremesa à base de fruta. Consuma com moderação.
…alta: são aqueles que oferecem entre 4 e 9 calorias por grama - a mais alta densidade energética que um alimento pode oferecer. Esse grupo inclui biscoitos tipo cracker, batata frita, amendoim, bombom, nozes, manteiga, bacon, óleo e comidas gordurosas em geral. Consuma o mínimo possível.

Na mira da ciência
Há vários estudos confirmando a eficácia dos alimentos de baixa densidade energética, geralmente ricos em água e fibras, na perda de peso. "Os cardápios que priorizam esse tipo de alimento estão associados a uma maior sensação de saciedade e um menor consumo de calorias,além de uma melhor qualidade de vida", comenta Mariana Del Bosco. Mais: são fáceis de ser incorporados no dia a dia. Com isso, consolidar o hábito de comer mais alimentos naturais e integrais é só uma questão de tempo, de acordo com um estudo americano feito durante seis anos com 186 mulheres. Já as mulheres com excesso de peso, tendem fazer diferente: consumir mais doces, cereais refinados e frituras - ou seja, alimentos com alta densidade energética e, portanto, com maior poder de engordar. O que você prefere?"

A Fórmula continua a mesma;.....Não vou repetir. srsrsrs BJKS!!!!!
CARDÁPIO, Sugestão

terça-feira, 10 de maio de 2011

Transtornos Alimentares não terminam amanhã.


Desde o reconhecimento dos transtornos alimentares na prática clínicas, eles sempre foram relacionados aos adolescentes e adultos jovens. Sempre foram as meninas o maior contingente de pacientes que nos chamavam a atenção para o rigor com que buscavam um peso muitas vezes abaixo do ideal. Atualmente, temos observado o avanço de casos de transtornos alimentares muito além da juventude, acometendo mulheres com mais de 50 anos. A maioria delas traz consigo uma história pregressa da doença desde a adolescência, enquanto uma pequena parcela desenvolve o transtorno já na maturidade.

A vaidade e a preocupação com a imagem corporal é uma característica marcante nas mulheres. Mesmo nos extremos da vida, nós conhecemos meninas e avós que manifestam desejo de alcançarem um peso corporal mais adequado e para atingirem seus objetivos elas estão dispostas a fazerem dieta e se exercitar. Nada anormal nessa atitude. Entretanto, elas podem não parar por aí e como visto nas adolescentes, alguma mulheres maduras passam a manifestar um comportamento autodestrutivo com intensa restrição alimentar, abuso de laxantes, exercícios físicos intensos e compulsão alimentar. 

Qualquer situação estressante pode atuar como um gatilho e desencadear o transtorno alimentar. Em uma pessoa jovem, isso pode ser gerado a partir da saída da casa dos pais para ir para a faculdade ou estudar em outro país, em situações de ganhos de peso que a deixa constrangida ou sujeita a críticas ou diante do divórcio dos pais. Em anos mais tarde, ter um filho, se distanciar dele quando ele vai para a faculdade ou vivenciar o seu próprio divórcio. Cada geração conta com situações de grande conflito inerentes a elas, capazes de desencadear transtornos alimentares ou despertar casos preexistentes adormecidos ao longo dos anos. 

Há provavelmente muitos casos de transtorno alimentar na maturidade que escapam do nosso poder de observação e diagnóstico, simplesmente porque pessoas mais velhas se mostram mais ponderadas e equilibradas. Muitas manifestações do transtorno são confundidas com sinais de envelhecimento e não são pesquisadas a contento. Um exemplo disso é a parada das menstruações, que em uma menina adolescente nos chama a atenção para a possibilidade do problema. Nas mulheres maduras, essa alteração é imediatamente relacionada à menopausa, normal ou precoce, dependendo da idade. Quando essas pacientes tem anemia e osteoporose, isso também é confundido com envelhecimento e nunca com desnutrição, que a maioria delas apresenta. 

Para finalizar, muitos profissionais de saúde, que não tem conhecimento da evolução dos transtornos alimentares para idades mais avançadas da vida, muitas vezes enaltecem essas mulheres com o argumento de que elas seriam um grande exemplo para as gerações mais jovens, pelo fato de manterem-se magras e se exercitarem muito.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Formas inadequadas de comer e suas influências

São várias as formas inadequadas de comer e, na maioria das vezes, elas refletem muito mais a desorganização da vida pessoal do qualquer outra coisa... Quando as pessoas descrevem seu dia-a-dia alimentar, elas nos dão a impressão de que comer passou a ser uma banalidade. Ouvimos relatos de longos períodos de jejuns, intercalados por beliscos, estrategicamente esquecidos nos relatórios alimentares, muita necessidade de comer chocolates e muita dificuldade em fazer refeições bem definidas. A história mais comum é a de pessoas que passam o dia negligenciando as refeições, por falta real de tempo ou por verdadeiro desinteresse em fazê-las. As pessoas não têm fome para encarar um prato de comida, mas também não tem saciedade para recusar uma guloseima. Com os longos períodos de restrição, essas pessoas, quando param para comer, comem em exagero, o que geralmente coincide com a folga noturna.

Essa descrição não se traduz numa "síndrome do comer noturno", não se caracteriza como um "transtorno da compulsão alimentar periódica". Portanto, não pode ser confundida com um transtorno alimentar. Muitas vezes, esses pacientes chegam ao consultório dizendo-se compulsivos, mas o que impera, na maior parte de suas vidas, é uma grande desorganização. Sentem muita fome à noite. Provavelmente, porque interromperam a correria diária, porque ficaram sem comer várias horas, não fizeram nenhuma refeição bem definida e comeram apenas alimentos que induzem saciedade rápida e fugaz. Muitas vezes, em casa, a desorganização continua, pois geralmente não há uma refeição noturna definida como jantar, dizem que preferem um lanche, mas seus lanches começam quando chegam em casa e terminam quando vão para a cama. 

Assim, padrões alimentares que fogem do normal, na maioria das vezes, não são transtornos alimentares. São frutos da correria e do estresse da vida moderna e embora não sejam considerados doenças psiquiátricas, podem ser muito importantes devido ao impacto que causam à saúde e ao peso das pessoas. Comportamentos alimentares inadequados também dificultam muito a aderência dos pacientes às orientações nutricionais e interferem negativamente nos tratamentos para a perda de peso.

O que se considera um padrão alimentar normal? 
Apesar dos diferentes hábitos familiares e culturais, o padrão alimentar, em termos biológicos, é regido pelos sinais de fome e saciedade. Comemos quando os gatilhos de fome são acionados e fazemos pausas alimentares, mais ou menos definidas, durante o período de saciedade induzidas pelo alimento ingerido. Aparentemente, todo esse mecanismo é regulado por fatores hormonais, pelo tipo de alimento ingerido e pela própria rotina das pessoas. 

Vários hormônios já são bem conhecidos pelo papel que desempenham em estimular o apetite, como a grelina, produzida pelo estômago, ou em causar saciedade como a leptina, produzida pelas células gordurosas. Dentre os alimentos, as proteínas são as campeãs de causarem saciedade mais prolongada e os menos sacietógenos são os carboidratos. Um exemplo disso é a rapidez em que a fome reaparece, após um prato de macarrão. 

Um padrão alimentar considerado normal envolve as três principais refeições: café da manhã, almoço e jantar, com 2 a 3 pequenos lanches intermediários. Além das refeições regulares, há ainda que se considerar o volume das mesmas, uma vez que casos de doenças, como na Anorexia Nervosa, as pacientes até respeitam a regularidade das refeições, mas comem em quantidade infinitamente menor do que necessitam para manter a saúde e o peso ideal. No outro extremo, estão pacientes com comportamentos alimentares ditos não convencionais, que comem grandes volumes de alimentos, respeitando as várias refeições do dia, levando-os inexoravelmente ao sobrepeso e à obesidade. 

Deslizes não podem ser confundidos com compulsão alimentar
Comer muito, de vez em quando, pode ocorrer com qualquer um de nós, principalmente quando temos um dia atribulado, mal deu tempo para um copo de leite de manhã, o almoço passou em branco e engolimos algumas bolachas entre um e outro compromisso à tarde. Chegamos em casa "varados" de fome e não conseguimos nos saciar com o prato normal do jantar ou com o lanche que normalmente ingerimos. 

Comer muito, de vez em quando, pode também ocorrer normalmente quando nos deparamos com aquele prato especial e muito saboroso no domingo, ou com aquela sobremesa com a qual somos presenteados de vez em quando, em reuniões familiares.

Assim, após o jejum prolongado ou diante de uma comida muito saborosa, não há nada de errado em comermos em demasia e a única sensação ruim que tais situações podem causar é dificuldade digestiva, além de alguns quilinhos a mais.

Há ainda os que comem mais em ocasiões aflitivas, quando enfrentam algum problema ou quando são expostos a situações que geram ansiedade. Mesmo nesses casos, não encontramos os dados necessários para o diagnóstico do Comer Compulsivo. Aqui, não há a periodicidade dos episódios e a associação a situações especiais de tristeza ou ansiedade fazem deles quase que um ato de compensação da dor ou da tristeza. 

O Comer Compulsivo não é nada disso. Os episódios compulsivos não são simplesmente comer muito, em pequenos espaços de tempo. Há algumas características desses pacientes que traduzem a gravidade do problema. Entre elas, a freqüência dos episódios, no mínimo 2 vezes por semana; a sensação de perda do controle sobre a alimentação; a ingestão rápida de alimentos pouco palatáveis e o comer sem fome. Entretanto, a característica mais marcante desse tipo de transtorno alimentar é a sensação de culpa e angústia geradas pela forma anormal de se alimentar. Come-se até se sentir desconfortavelmente empanturrado, até a dor física.

Hábitos alimentares que podem ser corrigidos

Comportamento beliscador 

São os pacientes que afirmam categoricamente que não comem muito, simplesmente porque eles estão se referindo a suas refeições básicas. Elas realmente são de pequeno volume ou mesmo ausentes. Esses pacientes dizem não ter fome e já começam seu dia omitindo o café da manhã. Daí por diante, passam o dia se alimentando de pequenos volumes de guloseimas. São bolachinhas, castanhas, barrinhas de cereal, balas, paçoquinhas, chocolates e até mesmo várias porções de frutas. Somando tudo isso, eles geralmente comem muito mais calorias do que se estivessem fazendo suas refeições básicas. Não têm fome para elas, mas também não conseguem rejeitar esses pequenos beliscos. 

Esses pacientes sentem sempre uma necessidade imensa de comer "algo", o tempo todo. Enquanto dirigem, trabalham no computador ou assistem TV. Eles estão sempre comendo. Há sempre um alimento a ser beliscado na bolsa, na gaveta do escritório, no porta luvas do carro e seus carrinhos de supermercado são abarrotados deles. 

Esses pacientes devem ser orientados no sentido de conseguirem iniciar seu dia fazendo um desjejum completo. Isso, teoricamente, poderia evitar os beliscos da manhã e fazer com que eles sintam a tão normal fome na hora do almoço. 

Comportamento hiperfágico 
São os pacientes famintos. Geralmente, fazem as refeições básicas e muitas delas em grandes volumes. A maioria não faz os lanches intermediários, não beliscam e são os "bons de garfo". Eles se gabam de gostar muito de comer e comerem de tudo. Mesmo assim, raramente trocam sua refeição básica por um lanche. Esses pacientes se beneficiam muito com a inclusão dos lanches intermediários na dieta, que diminuem a fome durante as refeições principais e conseguem reduzir o total calórico de seus pratos ao aumentarem o consumo de verduras e legumes. 

Comportamento desorganizado 
Esses pacientes simplesmente não têm um padrão alimentar. Sentem fome, mas não têm rotina. Ora eles atendem à sua fome, ora negligenciam esse sintoma e passam muito tempo sem comer. Eles simplesmente não têm uma programação alimentar e podem fazer um lanche num vendedor ambulante, quando essa situação lhes é propícia, como podem comer em um bom restaurante. Mas tanto faz... Apesar de perceberem quando um alimento é bem preparado, isso não os estimula a procurar uma forma melhor de se alimentar. Eles acham muito trabalhosos os cardápios, por mais simples que sejam. Não têm rotina alguma, nem estão dispostos a mudar seus hábitos. São tão desorganizados a ponto de passar o dia todo sem comer e, muitas vezes, não se lembram do que comeram no dia anterior, revelando o fato de não darem nenhuma importância a esse detalhe. Geralmente, comem muito à noite, mas também sem uma refeição planejada. Esse talvez seja o paciente de mais difícil tratamento, pois, raramente, conseguimos sua adesão a um plano alimentar.

Comportamento sofisticado 
São pacientes que fazem todas as refeições diárias. Raramente beliscam e não fazem grandes pratos, mas não conseguem comer preparações pouco elaboradas. Sofisticam seus pratos com a adição de diferentes tipos de queijos, castanhas e nozes, cremes de leite, frutas passas, bons azeites em quantidade. Além disso, adoram serviços completos com entrada, prato principal, bons vinhos, sobremesa, café e um bom licor para arrematar. Esses pacientes não têm preguiça para programar um jantar, minuciosamente. Fazem com grande prazer e esmero. Cozinham bem ou conseguem quem o faça, mas não abrem mão da sofisticação, geralmente atreladas às calorias.

Nesses casos, precisamos convencê-los a usar ervas aromáticas e temperos como alho e cebola, reduzir a quantidade do azeite, deixar os queijos para ocasiões especiais e investir em sobremesas diet. Precisamos desafiá-los a continuar cozinhando tão bem, mas com menor teor calórico, o que para eles passa a ser estimulante e pode até dar certo.

Padrões alimentares mistos
Não raramente encontramos pacientes com comportamentos alimentares tão confusos que, muitas vezes, não sabemos categorizá-los. Além do mais, muitos não definem claramente suas formas de comer e aparentam nunca ter pensado no assunto. Simplesmente não sabem nos dizer como se alimentam. Neste grupo encontramos alguns pacientes que, à primeira vista, parecem mentir. A descrição deles não condiz com seu peso corporal. Não encontramos também em seus exames e história médica nenhuma alteração que justifique seu peso. Diante destas pessoas, estamos diante de um dilema, pois quando não encontramos o erro alimentar, não temos como corrigi-lo. Nossa grande meta, diante de queixas de aumento de peso "injustificado", é sempre tentar decifrar os hábitos alimentares dos nossos pacientes, pois só assim, poderemos encontrar uma forma possível de acolhê-los
e tratá-los.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Como conciliar todos os alimentos necessários com o peso ideal



Precisamos ter 3 refeições e 3 lanches diários, não abolir carboidratos, comer 3 porções de laticínios, 3 a 4 frutas e 3 a 4 porções de hortaliças todos os dias; comer peixes gordos ricos em gorduras poliinsaturadas; não abolir o azeite, abacate, castanha e nozes, ricos em gorduras monoinsaturadas; tomar uma pequena taça de vinho e comer chocolate amargo, ricos em flavonóides; manter o tradicional arroz com feijão brasileiro... Com toda essa recomendação, como podemos manter o nosso peso ideal? Quando chegamos a este ponto hj temos alternativas, se isso não for possível, temos sempre a possibilidade, de recorrer a Mulivitaminas, desde que estas tenham a composição ideal 

Alimento saudável pode ser muito calórico
Desde a descoberta dos benefícios da Dieta do Mediterrâneo, passamos a recomendar nossos pacientes a aumentar o consumo de peixes como o salmão, buscando proteção cardiovascular através dos chamados ácidos graxos poliinsaturados ômega 3. Contudo, as pessoas devem ser alertadas de que uma posta de salmão de 200g tem quase as mesmas calorias de um bife de picanha de igual peso.

As sementes oleaginosas e castanhas, de excelente valor nutricional, fornecem antioxidantes e prometem a mesma prevenção de doenças cardíacas. Apesar disso, todos precisam saber que cada 10 gramas dessa iguaria contem cerca de 100 calorias e pasmem, é o valor calórico de apenas duas unidades de castanha do Pará. 

O que dizer do azeite mais puro extra virgem, que regamos sem medo pãezinhos, saladas e até as pizzas, já ricas em gordura? Dizemos que ele é realmente benéfico à saúde, mas... a cada fio de azeite (5ml) que rapidamente acrescentamos em nosso prato somam-se cerca de 50 calorias. O que dizer de um molho ao pesto, que disfarçado de manjericão embebe nossas massas e saladas? Ou do carpaccio, que apesar de trazer um alimento saudável cortado em finas fatias, são servidos imersos em azeite? Pois bem, em cada prato desses, só o azeite representa, em média, 250 calorias. 

E a nossa mais nova indicação de alimento saudável? O chocolate amargo. Tão rico em flavonóides quanto uma taça de vinho tinto. Flavonóides que são antioxidantes muito importantes para a saúde cardiovascular. Pois bem, 100g de chocolate tem cerca de 500 calorias e isso praticamente inviabiliza uma dieta de manutenção de peso. Além disso, chocolate também é rico em gordura saturada, tão deletéria à saúde cardiovascular que tanto tentamos proteger. Para se ter uma idéia, essas mesmas 100g de chocolate contem a mesma quantidade de gordura saturada de um super bife de picanha de 200g. 

Nem as inocentes frutas escapam do rigor da contagem de calorias, pois todos os dias nós atendemos pacientes que revelam que comem de maneira muito saudável e não sabem o porquê não perdem peso. Logo em seguida, eles revelam intrigados que não comem doces nem frituras e comem muita fruta. Só entendem a situação quando ficam sabendo que o suco de laranja matinal, tão rico em vitaminas pode conter em torno de 150 calorias em um pequeno copo de 200 ml. O mesmo conteúdo calórico de uma lata de 350 ml de refrigerante tão rico em açúcar e isento de nutrientes e tão depreciado por todos nós que valorizamos alimentação saudável. 

Um exemplo de eficiência da engenharia e indústria de alimentos são os laticínios desnatados. Eles conseguem associar redução de calorias com manutenção do valor nutricional dos alimentos. Podemos ter as 3 porções recomendadas ao dia em apenas 150 calorias. Isso garante as nossas necessidades de cálcio e proteínas sem adicionar as gorduras saturadas. Já os queijos amarelos, que incrementam pizzas, gratinados e até as saladas, adicionam tamanho volume calórico e de gordura saturada às dietas que impossibilitam não apenas a alimentação saudável, mas também a manutenção do peso. 

O preço que temos pagado pela introdução dos alimentos tão saudáveis e necessários quanto calóricos, tem sido o ganho de peso ou a penalização do nosso bom e velho arroz com feijão. Entretanto, quando balanceamos corretamente a dieta, conseguimos manter a dupla de alimentos mais tradicional da culinária brasileira em pelo menos uma das refeições diárias. E devemos sempre tentar fazer isso, pois a riqueza nutricional de ambos vai muito além da fama. 

Exemplo de dieta que agrega riqueza nutricional e controle calórico
Nós elaboramos uma dieta com baixo teor calórico mas mantendo a riqueza nutricional que atende à necessidade de manter peso e comer bem. Essa dieta tem 1500 calorias, que é a média das necessidades calóricas de uma mulher adulta de altura mediana (165 cm). 

CAFÉ DA MANHÃ
1 fatia de pão de forma integral 

1 fatia grossa de queijo minas (30g)

1 copo de 250 ml de leite desnatado com café solúvel 

½ mamão papaia 

1 unidade de castanhas do Pará s/ sal 

LANCHE DA MANHÃ
1 pêra 

ALMOÇO
1 prato de sobremesa de salada de folhas variadas com tomate, cenoura ralada e abobrinha em chips - tempero: 1 colher de sopa (5ml) de azeite de oliva 

3 colheres de sopa de arroz branco 

1 concha pequena de feijão carioca 

2 colheres de servir de iscas de carne (alcatra) ao molho de alho poró 

5 buquês de brócolis ao alho e óleo 

2 fatias de melão com folhas de hortelã 

LANCHE DA TARDE
1 unidade de 100g de iogurte de polpa de fruta light (desnatado)

JANTAR
1 prato de sobremesa de salada de alface americana , rúcula, agrião e tomate cereja

Temperada com 1 colher de sopa de azeite de oliva 

1 posta pequena (100g) de salmão grelhado 

1 unidade (120g) de batata dourada 

Ervilha torta ao alho e óleo 

1 taça de 80 ml de vinho tinto seco 

4 fatias de abacaxi com raspas de limão 

Total de calorias: 1.500,00 kcal


Esse modelo de dieta supre as recomendações de todas as vitaminas e minerais. Para manter a dieta com alimentos saudáveis e calóricos, os carboidratos foram reduzidos em todas as refeições, mas não abolidos. Notem que foram mantidas as recomendações de 4 porções de frutas, 3 de laticínios, 4 de legumes e vegetais, a dupla arroz e feijão, as gorduras boas das castanhas, salmão e azeite e de lambuja, uma taça de vinho tinto. Apesar disso, para comer chocolate, mantendo todas essas recomendações sem engordar, somente fazendo atividade física que garantirá uma queima calórica extra que possibilitará tal regalia. 
Esta como qualquer outra dieta esbarra com o mesmo problema,onde foram produzidos os alimentos, em que condições, que tipo de agrotóxicos foram usados, foram ou não colhidos maduros, já que a maioria dos sais e vitaminas se fixam nos últimos 15 dias de maturação. Então vamos pelo Certo.

E você, tem adicionado esses alimentos saudáveis e muito calóricos à sua dieta? Com ela, você tem conseguido alcançar e manter peso ideal. Divida conosco suas experiências.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Peixes são aliados da saúde e da dieta


As propriedades nutricionais que os peixes carregam e os benefícios que trazem ao nosso organismo fazem deste alimento uma ótima opção de proteína para fazer parte de uma alimentação equilibrada durante o ano inteiro.

Cada brasileiro consome, em média, menos de 7 quilos de peixe por ano. A quantidade mínima recomendado pela Organização Mundial de Saúde são 12 quilos. Mesmo assim, muita gente bate o pé e assume que não gosta desta carne branca de jeito nenhum.

Mas será que você não gosta de peixe mesmo? Ou provou uma espécie ou modo de preparo que não combinou com o seu paladar? Para te ajudar nesta descoberta, oMinha Vida ouviu a nutricionista Patrícia Bertolucci, da PB Consultoria em Nutrição, de São Paulo, que avalia os benefícios dos oito peixes mais consumidos do Brasil, suas propriedades nutricionais, os preços e ainda entrega uma deliciosa receita de cada um.
Hora de comprar o peixe 
Este momento é fundamental para que sua garfada seja ainda mais nutritiva e saborosa. "É importante destacar que a forma de preparo do peixe influencia muito na quantidade de calorias e gorduras. A pele do animal não deve ser retirada, pois ela é considerada a proteção contra o ressecamento, preservando o suco natural e o sabor do peixe", explica Patrícia.

A seguir, a nutricionista ensina como comprar o melhor peixe, o fresco. Observe:

Olhos 
Devem ser transparentes e brilhantes, como se o peixe ainda estivesse vivo. Quando o peixe fica muito tempo no gelo ele fica com os olhos achatados e sem brilho.

Corpo 

Tem que estar liso, com a pele intacta e a carne firme, quando pressionamos o dedo sobre ela.

Guelras 
Devem estar brilhantes e ter cor vermelha, clara, sem marcas cinzentas. Pele Tem que estar brilhante e úmida ao tato. A cor pode variar, dependendo das características das espécies.

Escamas 
Devem estar brilhantes e firmes, presas ao corpo. Não devem estar embaçadas e opacas, passe a mão no peixe e verifique se as escamas estão se soltando facilmente. Caso estejam, evite.

Odor 
O cheiro não deve ser forte ou azedo, parecido com iodo ou amônia, que é sinal de que já passou da data de validade. 
Como comprar peixes Não frescos
Seco e salgado 

O peixe seco e salgado já vêm limpo, sem a cabeça. Alguns até sem o rabo. Para comprar, verifique se está realmente seco, com a carne clara e firme, sem a presença de manchas, marcas ou pintas. O cheiro também deve estar agradável, sem um odor de azedo. Não deve ter manchas na carne de cor avermelhadas, que é causada por um fungo, o "vermelhão". A carne não pode estar úmida e mole. As bordas não devem estar descoloridas ou escurecidas.

Congelado 
Os peixes congelados devem estar acondicionados em embalagens fechadas e bem lacradas. Opte pelas embalagens transparentes que permitem analisar o produto. A carne não deve estar descolorida, com manchas ou pintas. Geralmente os congelados vêm sem a pele. Prefira os filés e postas. Observe se não há formação irregular do gelo, que pode se formar pelo descongelamento e recongelamento.

Enlatado 
Os enlatados são as chamadas conservas. A lata deve estar inteira, sem ferrugens, sem furos ou amassados, principalmente nos cantos ou bordas e não deve estar estufada. Defumados O peixe deve ter a carne firme, com a coloração uniforme, sem manchas ou pintas escuras ou de mofo. Quanto mais velhos, mais ressecados eles ficam. Apesar do odor de defumado, não deve ser azedo ou muito forte.

Tire já esta dúvida 

Peixes de água doce, como Pacu, Dourado e Pintado, são bastante gordurosos e calóricos? 

"Não. Pelo contrário. Eles têm baixa quantidade de caloria e gordura, apenas o pacu é considerado o mais calórico e contém um maior teor de gordura entre eles", esclarece a nutricionista. 
PeixesCalorias (Kcal)Gordura (g)
Pintado911,3
Dourado800,5
Pacu1458,0
Todos os peixes são ricos em ômega 3, a gordura que faz bem ao coração?
Os peixes de água doce e salgada são considerados fontes de proteínas na nossa alimentação. Porém, as espécies de origem marinha apresentam maior quantidade de ácidos graxos ômega 3 do que os de água doce. Isso acontece, pois os peixes de água salgada se alimentam de fitoplâncton marinhos que contém esses ácidos graxos, já os animais de água doce são mais ricos em ômega 6, pois, estes se alimentam de crustáceos, larvas, além de fitoplâncton de água doce.